Publicado em: 23/05/2022
Indícios de um novo aumento nos
preços dos combustíveis para esta semana, acendeu luz amarela junto às empresas
de transportes de cargas, caminhoneiros autônomos e no setor do transporte
coletivo. A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) está no radar em
relação à possibilidade e alerta que 87% dos empresários de transporte de
cargas do país são contra a política de preços do diesel da Petrobrás. Ainda
segundo a CNT, 82% do empresariado apontam o preço do diesel como a maior
dificuldade para a operação.
Para o presidente da Federação
das Empresas de Transportes de Cargas do Paraná (Fetranspar), coronel Sergio
Malucelli, “se há, realmente, intenção em reajustar novamente o preço dos
combustíveis, haverá um impacto muito grande junto ao setor de transportes de
cargas do país. Também os custos do setor de logística deverão atingir
indiretamente outros setores da economia, bem como a inflação”.
O presidente da Fetranspar
defende que parte do lucro da Petrobras a que tem direito o Governo Federal –
no ano passado o pagamento de dividendos da Petrobras para o chamado grupo de
controle, que representa o governo, saltou de R$ 3 bilhões para 27 bilhões –
seja canalizado para subsidiar o preço dos combustíveis.
Depois que o Governo Federal
resolveu zerar o PIS/Cofins para o setor, os estados também deveriam aprovar a
Medida Provisória que nivela os impostos para 17%. Hoje estes impostos beiram
os 30%, observou Malucelli. “Os estados devem contribuir, senão contribuirão
fortemente para inviabilizar o transporte no Brasil”, ponderou o presidente da
Fetranspar.
Fonte: Paraná Portal
/ Foto: divulgação/Paraná Portal