Publicado em: 19/04/2022
A Associação Nacional de Transporte de Cargas e Logística (NTC&Logística)
divulgou, na última quinta-feira (14), a pesquisa com o panorama nacional sobre
o roubo de cargas no Brasil em 2021. De acordo com os dados produzidos pela
assessoria de segurança da entidade, o número total de registros cresceu 1,7%,
passando de 14.150, em 2020, para 14.400, no ano passado.
O Sudeste registrou a maioria dos casos, com 82% das
ocorrências, seguido do Sul (6,82%), do Nordeste (5,44%), do Centro-Oeste
(3,66%) e do Norte (1,42%). Somados os valores em milhões de cada uma dessas
regiões, foram aproximadamente R$ 1.270 bilhões perdidos em cargas roubadas no
país.
Segundo o presidente da NTC&Logística,
Francisco Pelucio, “desde 2017, quando registramos a maior quantidade de roubos
nos últimos anos, os dados começaram a cair ano após ano. Mesmo assim, sempre
deixamos claro à sociedade como um todo que o problema ainda impacta bastante
os custos das transportadoras, afinal ainda há milhares de ocorrências
acontecendo. Por isso, trabalhamos em conjunto com as autoridades de segurança
pública e o governo federal para diminuir ano a ano esses números”.
A pesquisa aponta que as mercadorias mais visadas pelas
quadrilhas e pelos grupos criminosos são os alimentos, os combustíveis, os
produtos farmacêuticos, as autopeças, os materiais do setor de têxteis e de
confecção, os cigarros, os eletroeletrônicos, as bebidas e os defensivos
agrícolas.
O vice-presidente de segurança da NTC&Logística,
Roberto Mira, explica que “desde a aprovação da Lei Complementar nº 121/06, de
2006, contamos com o Sistema Nacional para o combate ao roubo e ao furto de
cargas. Levamos 25 anos, desde a primeira redação do texto, em 1997, para
consegui-la. Graças a ela, temos bem mais recursos humanos e tecnológicos à
nossa disposição para coletar dados, identificar as razões por trás das
ocorrências e propor soluções integradas ao Poder Executivo e às polícias
nacionais e estaduais. Dessa forma, apesar de termos muito trabalho a fazer, estamos
em uma situação privilegiada na história para lidar com esse desafio”.
Na visão do vice-presidente, o crescimento do número
aconteceu, em boa parte, devido ao retorno da atividade econômica, prejudicada
por conta da pandemia. “A volta das atividades inevitavelmente aumentaria o
fluxo de mercadorias nas rodovias e, por consequência, dos roubos e dos furtos
de carga. Sobretudo com a inflação elevada, por causa de fatores internos e
externos, certos produtos ficaram muito valiosos e atrativos para os grupos
organizados”, afirma Mira.
Ele completa dizendo que a resposta para os problemas
atuais é a mesma dos anos anteriores: o fortalecimento da ação dos órgãos de
segurança pública e do relacionamento deles com as empresas do setor e de suas
entidades representativas. “Os sistemas de rastreamento e de verificação de
qualidade do transporte também foram essenciais para administrarmos essas
interferências. Os nossos empresários demonstram um grande interesse pelo que
há de moderno, razão pela qual as áreas de gerenciamento de risco nas
transportadoras estão cada vez mais bem equipadas e preparadas. Para continuarmos
a diminuir os números, precisamos manter esse cenário e continuar apostando
nesse sentido”, finaliza.
Confira a pesquisa na íntegra: https://www.portalntc.org.br/ntclogistica-divulga-pesquisa-do-roubo-de-cargas-2021/
Fonte: NTC&Logística / Foto:
divulgação/NTC&Logística