Publicado em: 07/02/2023
Essa ação faz parte do Plano
de 100 Dias de ações que são prioritárias do Ministério dos
Transportes. No atual período, cerca de 20% de todas as rodovias federais estão
concedidas para a iniciativa privada, conforme os dados do Departamento
Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT).
Para o diretor de Planejamento e Economia da Associação
Brasileira da Infraestrutura e Indústria de Base (ABDIB), Roberto Guimarães,
faz com que caiba ao governo manter ainda as boas condições de uso das rodovias
não concedidas.
“Buraco em rodovia sem manutenção, rodovia sem estar
duplicada aumenta o custo do transporte, aumenta o custo do pneu, do óleo
diesel, gasta mais óleo. Então é muito importante investir nas rodovias não
concedidas à iniciativa privada. E se não foram concedidas ainda, é porque não
tem o retorno econômico para o setor privado comprar. Então é papel do estado
mantê-las’’, afirma o diretor.
Roberto Guimarães fez um destaque dos principais benefícios
dos investimentos no setor rodoviário: “O benefício é a redução de custos, do
Custo Brasil, da poluição, porque quanto menos tempo o caminhão fica na
estrada, ele gasta menos combustível e polui menos. O investimento em rodovias
é a redução de acidentes.”
Gildemir da Silva, professor de economia de Transportes da
Universidade de Brasília (UnB), explicou que todos os investimentos
em rodovias poderiam aumentar a competitividade da economia
nacional.
Ferrovias
são as soluções dos Transportes do Brasil para o novo governo?
“No momento em que diminui custos logísticos, o produto tem
um valor menor no mercado. E aí ele entra em competitividade com outros
produtos de valores menores em outros países. Então, investir em rodovias faz
com que o custo logístico diminua, diminuindo o custo do produto final. O
produto final, sendo de menor preço, fica mais competitivo no mercado
internacional.”
Sendo que outra vantagem econômica é a geração
de empregos e rendas, como aponta o Gildemir da Silva. “Existem duas
vertentes. Primeiro no processo de construção e manutenção [das rodovias] que
gera recursos e empregos. E no segundo momento na operação, que também gera
empregos.
E hoje, com a indústria 4.0, esses empregos podem ser de
alta tecnologia. Como aumenta a competitividade, as indústrias nacionais, o
agronegócio e a mineração alavancam certos trabalhos também, porque o volume
aumenta, e aí precisam de mais gente trabalhando.”
O Ministério
dos Transportes também recebeu as sugestões de ações prioritárias por
meio de toda a consulta pública. Se somar, ao todo foram cercas de 6.000
contribuições da sociedade civil.
Sendo ainda a maioria nos sentidos de ampliar toda a
competitividade da infraestrutura e das logísticas de transportes e cargas e
até pessoas; melhorar toda a qualidade da infraestrutura e serviços de
transportes; promover a segurança no trânsito, e entre outros.
Fonte: Click Petróleo e Gás / Foto: Divulgação/CPG