Publicado em: 18/11/2022
Com os R$ 487,93 bilhões produzidos no Paraná em 2020, o
Estado alcançou a maior participação na formação do PIB (Produto Interno Bruto) do Brasil na sua
história: 6,412%. Sendo assim, o Estado alcançou o patamar de quarta maior
economia do País, ultrapassando o Rio Grande do Sul. É apenas a segunda vez na
história que o Paraná chega a esse posto (a última foi em 2013).
Foram produzidos R$ 487.930.593.783 no Estado de um total de
R$ 7.609.597.000.001 da soma de todos os demais e do Distrito Federal. O
recorde anterior tinha sido em 2016 (6,409%). Em 2019, o indicador ficou em
6,312%.
Os dados são do SCR (Sistema de Contas Regionais) e
foram divulgados nesta quarta-feira (16) pelo IBGE (Instituto
Brasileiro de Geografia e Estatística). Eles mostram que o crescimento de 0,1
ponto percentual no Paraná e o recuo de 0,3 p.p. no Rio Grande do Sul foram
determinantes para o Estado alcançar o patamar de quarta maior economia do
Brasil.
A maior participação do PIB continua sendo de São Paulo, com
31,2%, seguido de Rio de Janeiro (9,9%) e Minas Gerais (9%). Os outros estados
do Sul aparecem com 6,2% (Rio Grande do Sul) e 4,6% (Santa Catarina). Amapá,
Acre e Roraima, na outra ponta, têm 0,2% do PIB (cada).
A participação nacional da região Sul se manteve em 17,2%,
fruto do aumento relativo no Paraná e em Santa Catarina. No Paraná, a maior
influência positiva veio da agricultura, e em Santa Catarina do comércio e
reparação de veículos automotores e motocicletas.
Em termos de participação, houve aumento de 0,6 p.p. na
região Norte e de 0,5 p.p. no Centro-Oeste. No Sudeste ocorreu redução de 1,1
p.p., enquanto o Nordeste também manteve a sua participação.
SÉRIE HISTÓRICA
Num recorte dos últimos vinte anos no Paraná, a presença do
Estado na economia nacional saltou de 5,927% em 2002 para 6,412% em 2022.
Naquele começo de século, o PIB nacional era de R$ 1.488.787.276.030, enquanto
o estadual era de R$ 88.235.714.979. O Paraná era a quinta maior economia do
País.
Ao longo daquela década houve oscilações na série história:
6,405% em 2003, 6,306% em 2004, 5,872% em 2005, 5,713% em 2006, 6,073% em 2007,
5,971% em 2008 e 5,796% em 2010, abaixo do patamar proporcional de 2002.
No começo da nova década houve um retorno do crescimento:
5,875% em 2011, 5,932% em 2012, 6,255% em 2013 (ano que o Estado alcançou a
quarta maior economia), 6,023% em 2014, 6,287% em 2015, 6,409 em 2016, 6,400%
em 2017, 6,282% em 2018 e 6,312% em 2019.
MUDANÇAS NO RANKING
Em 2020, o PIB do Brasil atingiu R$ 7,6 trilhões, recuando
3,3% em volume. Houve quedas no PIB em 24 dos 27 estados. Oito unidades da
Federação trocaram de posição no ranking de participação no PIB entre 2019 e
2020. Ao longo da série histórica, iniciada em 2002, apenas em 2014 e 2016 o
número de movimentações de posições foi maior.
O Paraná avançou da quinta para a quarta posição pela
segunda vez na história devido ao seu ganho relativo na agropecuária nacional,
enquanto no Rio Grande do Sul a perda de posição refletiu sua redução em volume
e em participação na mesma atividade.
O Pará, devido ao ganho relativo atrelado às indústrias
extrativas, avançou, da 11ª para a 10ª posição, ocupando em 2020 a colocação
que até o ano anterior era de Pernambuco. Mato Grosso, que também se destacou
em 2020 pelo desempenho da agropecuária, avançou para a 12ª posição,
ultrapassando o Ceará, que caiu para a 13ª posição. Mato Grosso do Sul subiu
uma posição, para a 15ª, enquanto o Amazonas caiu para a 16ª, pois o primeiro
elevou sua participação no PIB, de 1,4% para 1,6%, enquanto o segundo
manteve-se com 1,5%, entre 2019 e 2020.
Fonte: Portal Bonde / Foto: Brasil Escola