Publicado em: 09/12/2022
Uma comitiva do Governo do Paraná embarca nesta sexta-feira
(9) para Montreal, no Canadá, para participar da COP15, a Conferência da
Biodiversidade da Organização das Nações Unidas (ONU). No evento, o Estado vai
formalizar sua participação como membro oficial da Regions4, uma coalizão
internacional formada por governos regionais (estados, regiões e províncias)
para buscar soluções voltadas às mudanças climáticas, biodiversidade e
desenvolvimento sustentável.
O governo também vai renovar o acordo firmado com a
Secretaria da Convenção da Biodiversidade da ONU. O memorando de entendimento
permite que o Paraná continue contribuindo com a neutralização das pegadas de
carbono da entidade, o que é feito desde 2008 através do plantio de árvores em
áreas protegidas do Estado.
Outro enfoque será na bioeconomia, com reuniões do Paraná
com fundos de investimento, empresas e entidades que tratam do tema, na busca
de atrair iniciativas e investimentos relacionados à economia verde e à redução
dos impactos no meio ambiente. Além disso, também estão previstos encontros
bilaterais com outros estados e entidades e a apresentação das políticas
ambientais estaduais na 7ª Cúpula dos Governos Subnacionais e Municipais.
Fazem parte da comitiva o diretor de Políticas Ambientais da
Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo, Rafael
Andreguetto; o diretor-presidente da Invest Paraná, Eduardo Bekin; e o diretor
de Relações Internacionais e Institucionais, Giancarlo Rocco. A participação do
Paraná na conferência segue até o dia 16 de dezembro.
Para Andreguetto, a participação na COP15 é fundamental para
posicionar o Paraná como protagonista nos acordos e discussões internacionais
que tratam da conservação da biodiversidade e das metas estabelecidas para
mitigação das mudanças climáticas. “Durante a conferência, serão renovadas as
metas e os compromissos dos governos para voltados à conservação da
biodiversidade pelos próximos 10 anos. É a oportunidade de o Estado se tornar
uma voz para a discussão e o endosso aos compromissos do Acordo de Paris”,
afirma.
“Não precisamos ter uma Amazônia em nosso quintal para ir em
busca de soluções que protejam nossa biodiversidade. Mesmo sem receber tanta
pressão internacional com relação ao tema, o Estado se consolida como exemplo
mundial de sustentabilidade”, salienta Eduardo Bekin. “Através da Invest,
queremos trabalhar a marca da sustentabilidade paranaense no mercado nacional e
internacional”, acrescenta.
COP15 – A COP15, que iniciou na última terça-feira (7)
e vai até o dia 19 de dezembro, acontece um mês após a COP27, a Conferência das
Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, que também teve participação do Paraná. O evento atual trata, porém, da
proteção da biodiversidade, e deve dar continuidade às negociações para a
adoção de um Quadro de Biodiversidade Global pós-2020.
Rafael Andreguetto destaca que o Paraná tem expertise para
tratar do tema, por ser considerado o Estado mais sustentável do Brasil e
referência mundial em sustentabilidade, de acordo com a Organização para a
Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
“Mais do que participar das discussões que tratam da
biodiversidade, o Estado irá apresentar todas as iniciativas e ações que fazem
com que essa conservação seja possível”, salienta. “O Paraná é pioneiro no
Brasil na implantação do ICMS Ecológico, uma compensação aos municípios que têm
áreas de proteção, além de várias iniciativas para frear os efeitos das
mudanças climáticas”.
O Estado conta com programas como o Paraná Mais Verde, para
o reflorestamento com árvores nativas e incentivo ao plantio de espécies
ameaçadas de extinção, e o Poliniza Paraná, com a instalação de colmeias de
abelhas nativas sem ferrão em parques e praças paranaenses. Outras ferramentas,
como o Selo Clima e o programa Sinais da Natureza, buscam prevenir
e mitigar os efeitos das mudanças climáticas no Estado.
BIOECONOMIA – A bioeconomia é outra questão de
interesse do Estado, principalmente por meio do trabalho exercido pela Invest
Paraná na atração de investimentos privados. O controle das emissões dos gases
do efeito estufa e o destino correto dos resíduos sólidos estão, por exemplo,
entre as exigências feitas às empresas para receberem incentivo fiscal no
Estado.
Já inciativas como a Programa de Apoio às Vocações Regionais
Sustentáveis buscar incentivar as cadeias de valor e abrir mercados nacionais e
internacionais aos produtos típicos paranaenses, produzidos de forma
sustentável e de maneira tradicional, apoiando principalmente pequenos
produtores e agricultores familiares.
Fonte: Governo do Estado do Paraná / Foto: José Fernando
Ogura/AEN