Publicado em: 05/09/2022
Um batalhão de 359.372 pessoas deixou a condição de
desempregado ou a informalidade ao longo de 43 meses, entre janeiro de 2019 e
julho de 2022, no Paraná. É o quarto melhor saldo do País na geração de postos
com carteira assinada para o período, atrás apenas de São Paulo (1,3 milhão),
Minas Gerais (558 mil) e Santa Catarina (362 mil). O Estado também está à
frente de Rio de Janeiro e Bahia, mais populosos.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados
(Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho e Previdência. Houve uma mudança
de metodologia no cálculo do instituto em 2020, mas o comparativo representa
uma fotografia de momento do mercado de trabalho.
O Paraná fechou 2019, primeiro ano da gestão Ratinho Junior
no Governo do Estado, com saldo de 48.306 admissões, terminando como o quarto
maior empregador do Brasil. No ano seguinte, marcado pelo início da pandemia da
Covid-19 e pela intensificação dos regramentos de distanciamento social e de
circulação, o resultado ao longo dos 12 meses foi de 29.230 contratações. Ainda
assim, o Paraná subiu uma posição no ranking nacional, alcançando o terceiro
lugar entre as 27 unidades da Federação.
O salto mais significativo na geração de empregos, aponta o
Caged, ocorreu em 2021. Devido ao avanço da vacinação contra o coronavírus e a
consequente flexibilização das medidas restritivas, o Estado contabilizou
174.961 vagas formalmente ocupadas no ano passado, recorde na história do
Paraná. Foi o quinto principal polo empregador do País no período.
Marca que, ao que tudo indica, deve ser batida em 2022. O
saldo do Paraná até julho é de 106.875 admissões, ou 61% do total do ano
passado. Apenas os estados mais populosos do País, São Paulo (454 mil), Minas
Gerais (159 mil) e Rio de Janeiro (118 mil), tiveram resultados superiores no
período.
COMPARATIVO
O desempenho da economia local com foco na geração de
emprego é ainda mais significativo quando comparado com outras regiões do País.
Os sete estados da região Norte, por exemplo, alcançaram, juntos, 325.652
postos ocupados, menos do que os 359.372 do Paraná.
O resultado também é praticamente a metade do saldo do
conjunto de nove estados do Nordeste (727,5 mil empregos) ou 56% do total
obtido pelas três unidades do Centro-Oeste e o Distrito Federal (642.498).
MOTIVOS
Segundo Ratinho Junior, o ótimo desempenho na geração de
empregos é resultado do acerto nas medidas econômicas e políticas adotadas a partir
de 2019, com o fomento de programas de crédito, como o Banco do Agricultor,
Banco da Mulher e o Renova Paraná Energia Sustentável, além do bom ambiente
político, das condições de infraestrutura e da qualificação dos paranaenses.
“O Paraná atraiu mais de R$ 120 bilhões em investimentos
privados no período e tem uma rede de 216 Agências do Trabalhador que auxiliam
na contratação de pessoas, com intermediação e cursos técnicos. Estamos
animados com esse novo momento. A taxa de desemprego é a menor desde 2015 e
estamos crescendo”, afirmou.
Foto: Jornal do Oeste / Foto: Arquivo J.O.