Publicado em: 02/09/2022
Um batalhão de 359.372 pessoas deixou a condição de
desempregado ou a informalidade entre janeiro de 2019 e julho de 2022 no
Paraná. É o quarto melhor saldo do país na geração de postos com carteira
assinada para o período, atrás apenas de São Paulo (1,3 milhão), Minas Gerais
(558 mil) e Santa Catarina (362 mil). O Estado também está à frente de Rio de
Janeiro e Bahia, mais populosos.
Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged), vinculado ao Ministério do Trabalho e Previdência. Houve
uma mudança de metodologia no cálculo do instituto em 2020, mas o comparativo
representa uma fotografia de momento do mercado de trabalho.
O Paraná fechou 2019 com saldo de 48.306 admissões,
terminando como o quarto maior empregador do Brasil. No ano seguinte, marcado
pelo início da pandemia da Covid-19 e pela intensificação dos regramentos de
distanciamento social e de circulação, o resultado ao longo dos 12 meses foi de
29.230 contratações. Ainda assim, o Paraná subiu uma posição no ranking
nacional, alcançando o terceiro lugar entre as 27 unidades da Federação.
O salto mais significativo na geração de empregos, aponta o
Caged, ocorreu em 2021. Devido ao avanço da vacinação contra o coronavírus e a
consequente flexibilização das medidas restritivas, o Estado contabilizou
174.961 vagas formalmente ocupadas no ano passado, recorde na história do
Paraná. Foi o quinto principal polo empregador do País no período.
Marca que, ao que tudo indica, deve ser batida em 2022. O
saldo do Paraná até julho é de 106.875 admissões, ou 61% do total do ano
passado. Apenas os estados mais populosos do País, São Paulo (454 mil), Minas
Gerais (159 mil) e Rio de Janeiro (118 mil), tiveram resultados superiores no
período.
Comparativo
O desempenho da economia local com foco na geração de
emprego é ainda mais significativo quando comparado com outras regiões do país.
Os sete estados da região Norte, por exemplo, alcançaram, juntos, 325.652
postos ocupados, menos do que os 359.372 do Paraná.
O resultado também é praticamente a metade do saldo do
conjunto de nove estados do Nordeste (727,5 mil empregos) ou 56% do total
obtido pelas três unidades do Centro-Oeste e o Distrito Federal (642.498).
Fonte: Massa News /
Foto: Divulgação/Agência Brasil