Publicado em: 29/03/2022
O uso de
máscaras em ambientes fechados deve deixar de ser obrigatório ainda nesta
semana no Paraná. A informação foi confirmada pelo secretário estadual de
Saúde, Beto Preto, em entrevista à RPC nesta segunda-feira (28).
"A
tendência é liberar em ambientes fechados nessa semana sim. Estamos fechando os
números porque a queda de casos novos continua, não de maneira tão importante
como estava, mas continua. Chama muita atenção a questão do transporte
coletivo, municipal e intermunicipal e interestadual, ainda estudamos uma
possibilidade, e as grandes aglomerações", explicou.
Segundo o
gestor, a medida é decidida em conjunta com a equipe técnica de epidemiologia,
o governador Ratinho Junior (PSD) e também as prefeituras do estado.
Desde 16 de
março, o uso
do item em ambientes abertos passou a ser opcional.
Beto Preto
ainda frisou que a possível retirada da obrigatoriedade não significa proibição
do uso das máscaras. Segundo ele, a "consciência" é o que define se a
pessoa manterá ou não o item de proteção.
O secretário
também alertou sobre a manutenção de cuidados e a preocupação com aglomerações.
"Quando
falamos em liberar em ambientes fechados nós temos que pensar também que mesmo
em ambientes fechados existem situações de grandes aglomerações. [...] É
preciso tratar isso de maneira bem equilibrada. Nós não estamos ainda com a
pandemia vencida. Ela apresenta variantes, sublinhagens, e de repente pode vir
um vírus diferente", completou.
Mais de 50
variantes identificadas
Ainda nesta
segunda-feira, o estado também confirmou o registro de 51 variantes no Paraná
desde o começo da pandemia.
O resultado foi
encontrado por meio da análise de mais de 3,5 mil amostras.
"Faz parte
do histórico do processo da pandemia, o vírus vai se modificando. Nós
localizamos mais de 50 no Paraná, o número deve ser maior inclusive",
comentou.
Com isso, o
secretário ainda reforçou a importância da vacinação contra a Covid-19. Ele
citou os paranaenses
com vacina atrasada e que o esquema deve ser completado para garantir
proteção e para que o vírus possa ser melhor combatido.
Ele também
frisou a imunização das crianças que, segundo ele, ficam expostas em escolas e
no ambiente domiciliar, e muitas vezes em contato com idosos.
"Ela
conviver com idoso ajuda a acelerar o vírus e aqueles que não tomam dose de
reforço podem ser presa fácil", reforçou.
Fonte: G1 – Paraná / Foto: Reprodução/RPC