Publicado em: 16/09/2022
O Paraná é um dos estados brasileiros em que é possível
abrir uma nova empresa em menos de 1 dia. De acordo com dados de agosto da
Redesim, do governo federal, o Estado ficou em quarto lugar nacional, empatado
com Tocantis, na rapidez do processo. Foram 16 horas. Em primeiro lugar ficou
Sergipe (10 horas), seguido do Espírito Santo (13 horas) e Pernambuco (14
horas). Em todo o país, o tempo médio de janeiro a agosto foi de 23 horas.
O volume de processos no Paraná, no entanto, é bem maior em
comparação com os primeiros colocados. Foram 5.633 solicitações analisadas pela
Junta Comercial paranaense em agosto, enquanto o líder, Sergipe, analisou no
mesmo período 440 solicitações. No Espírito Santo, foram 1.409 análises e em
Pernambuco, 1.385. Tocantins, que empatou com o Paraná, registrou 452
solicitações no período.
Apenas dois estados superaram o Paraná em número de
solicitações: Minas Gerais (6.913) e São Paulo (26.944). Em Minas, o tempo de
abertura de uma empresa foi de 1 dia e 20 horas e em São Paulo foi de 1 dia e 5
horas.
Segundo informações do governo do Estado, em janeiro de
2019, a Junta Comercial do Paraná ocupava a última colocação no Ranking da
Redesim, no tópico “Tempo de Abertura de Empresas”, com um tempo médio de 8
dias e 18 horas e com apenas 1% das empresas abertas em menos de 3 dias. Na
época, nacionalmente o processo demorava, em média, cerca de 4 dias, de acordo
o Ministério da Economia.
Foi definido como meta baixar para 24 horas e várias ações
foram tomadas para esse objetivo: treinamentos da equipe de vogais e relatores,
acompanhamento diário dos dados de registro, revisão de processos e
procedimentos, acompanhamento dos resultados, informa o governo.
“Gestão e tecnologia da informação foi o caminho para
agilizar o processo”, destaca Marcos Rigoni, presidente da Junta Comercial do
Paraná. Ele conta que quando assumiu a presidência do órgão, em 2019, a fila
era de cerca de 500 pessoas por dia. Contador por formação e tendo experiência
na iniciativa privada, decidiu profissionalizar, informatizando todo o
processo. “Hoje é tudo digitalizado. De 27º lugar passamos para as primeiras
colocações”, informa.
Fonte: Gazeta do Povo / Foto: Divulgação/AEN