Publicado em: 07/10/2022
Segundo a Associação Brasileira de Energia Solar
Fotovoltaica (ABSOLAR), o Brasil está em 4º lugar no ranking de países que mais
acrescentaram capacidade solar fotovoltaica no mundo, no último ano. Entre os
estados, o Paraná é o 5ª em potência instalada. A Região Sul do Brasil se
destaca com todos os estados entre os 10 primeiros colocados, Rio Grande do Sul
em 3º e Santa Catarina em 6º.
Cada vez mais, as vantagens da energia solar têm levado
empresas e investidores a rever sua matriz energética. O Banco Regional de
Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), acompanhando essa tendência, já investiu
quase R$1 bilhão em projetos fotovoltaicos, de 2019 até o primeiro semestre
deste ano. Só no Paraná, de 2019 até setembro deste ano foram R$334 milhões.
As empresas Veneto Gelato, de Colombo, e Aquarius
Panificadora e Confeitaria, de Curitiba, fazem parte daqueles que aderiram à
energia solar através do financiamento do BRDE. Sustentabilidade, redução de
custos e competitividade são algumas vantagens que levam os empresários a
buscar o investimento, com retorno estimado de 15% a 20% ao ano para quem
aderir ao projeto.
O presidente do BRDE, Wilson Bley Lipski, destaca os
principais benefícios da energia solar: sustentabilidade, redução de custos e
maior competitividade no mercado. “Tendo em vista a preocupação do mercado
consumidor com as práticas ESG, as empresas com energia solar podem participar de
negociações com grandes empresas, o que também resulta em um aumento de
faturamento para ela, sinergia e uma parceria que se enquadra ao propósito do
banco, o uso do crédito como um bem comum”, explica.
Vantagem do investimento – Ao analisar as vantagens
para instalar placas solares em suas empresa, Ricardo Ehler, proprietário da
Veneto, decidiu investir no projeto. “É uma conta fácil de fazer: todo esse
investimento durante o tempo de pagamento das parcelas, reduz o consumo da rede
elétrica e garante quase 20 anos de geração de energia, que não vai sair do
bolso”, ressaltou.
O empresário destacou que seus negócios também se alinham
com uma nova visão de sustentabilidade e no uso de energias renováveis. Assim,
contou que encontrou no BRDE as melhores taxas e condições de crédito da linha
de energia fotovoltaica, além dos prazos para pagamento, que permitiram uma
melhor organização financeira.
Hoje, aproximadamente 30% dos contratos de energia limpa e
renovável do BRDE são para projetos de energia fotovoltaica. “A partir de 2018,
a demanda por energia fotovoltaica aumentou bastante. Geralmente quem investe
são empresas que têm um gasto maior em energia, então elas fazem esse
investimento para redução de custo. Além disso, o Banco do Agricultor
Paranaense contribuiu para a maior procura no setor, bem como as políticas
públicas de incentivo à sustentabilidade, que alguns municípios possuem”,
analisou a gerente de Novos Negócios do BRDE, Thaís Paola Grandi.
Banco do Agricultor Paranaense – O Banco do
Agricultor Paranaense é um dos principais projetos visando à sustentabilidade,
redução de custos e competitividade no mercado para os produtores rurais
paranaenses. Criado em abril de 2021, esse instrumento possibilita ao Governo
do Estado conceder subvenção econômica aos agropecuaristas em diversas linhas,
entre elas a instalação de equipamentos de energia solar.
Desde seu lançamento até agosto deste ano, a linha de
energia renovável formalizou 875 projetos em instituições financeiras, em valor
superior a R$ 155,1 milhões. Para esses, o governo do Estado assumiu o
pagamento de R$ 37,7 milhões em juros.
Somente o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul
financiou 272 projetos num total de R$ 35,8 milhões. Nos projetos que deram
entrada no BRDE, o Estado pagou R$ 6,5 milhões como equalização dos juros.
“A energia é um insumo cada vez mais relevante nos processos
agrícolas, representando boa parte dos custos da atividade, por isso o Estado
decidiu aproveitar essa fonte inesgotável e estimular a geração no próprio sítio”,
disse o secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto
Ortigara. “Temos percebido, com muita satisfação, que a resposta está sendo bem
positiva.”
Fonte: O Presente Rural / Foto: Assessoria