Publicado em: 22/09/2022
O Paraná é o terceiro estado brasileiro com maior número de
motoristas com exames toxicológicos positivos, segundo um levantamento da
Associação Brasileira de Toxicologia (ABTox). O estado teve 24.458 testes
positivos, no período entre março de 2016 e agosto de 2022. Ainda conforme o
estudo, São Paulo lidera o ranking, com 64.197 exames positivados, seguido por
Minas Gerais, com 32.189.
O teste é exigido para motoristas de categoria C, E
(caminhão e carreta) e D (vans e ônibus). O levantamento aponta que quase 60%
dos exames com resultado positivo, no período analisado, são de motoristas de
vans e ônibus. De acordo com a legislação, em caso de exame toxicológico
positivo, o motorista fica impedido de obter ou renovar a Carteira Nacional de
Habilitação (CNH). O coordenador do projeto SOS Estradas, Rodolfo Rizzotto,
comenta que muitos condutores deixam de renovar a CNH para não passar pelo
teste.
“A maior parte dos condutores não aparece para fazer o exame.
Por isso, temos a chamada positividade escondida, que são milhões de condutores
dessas categorias que não renovaram as suas habilitações nas categorias C, D e
E, nos últimos 5 ou 6 anos, exatamente em função do exame toxicológico de larga
janela”, comentou.
Os motoristas de caminhão, ônibus ou van que não possuem a
atualização do exame estão sujeitos a multa de R$ 1.467,35, além da suspensão
do direito de dirigir.
Os testes toxicológicos são feitos com a coleta de cabelos,
pelos ou unhas (queratina). No resultado, é apontado se houve uso regular de
drogas nos últimos 90 dias.
Drogas que podem positivar o exame:
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Anfetamina (rebite);
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Cocaína e derivados, como o crack;
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Maconha e seus derivados, como skank e haxixe;
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Ecstasy, conhecido como “bala” (MDMA, MDA, MDE);
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Codeína;
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Metanfetaminas, como meth, ice e speed;
·
Heroína.
A associação comentou que o consumo de energéticos,
antidepressivos, álcool, anabolizantes, calmantes e similares não influenciam
no resultado do laudo do exame toxicológico.
Fonte: Portal Rondon / Foto: Guilherme
Pupo/Divulgação Ecovia