Publicado em: 04/10/2021

O plano de retomada da economia no Paraná envolve a participação do Estado em grandes feiras e eventos de negócios, previstos ainda para 2021. Além da agenda brasileira pós-pandemia, governo, prefeituras e empresas viajam aos Emirados Árabes, em outubro, para participação na Expo Dubai. Por lá, são esperados 10 bilhões de dólares (R$ 54 bilhões) em novos investimentos para o Paraná.


Eles envolvem setores como infraestrutura, turismo, agroindústria, energia, tecnologia, automotivo, bebidas e alimentos. Integram a comitiva paranaense 76 empresas e cerca de 200 empresários, de 35 cidades, além de representantes de oito prefeituras: Ponta Grossa, Cascavel, Toledo, Foz do Iguaçu, Guarapuava, Londrina, Maringá e Pato Branco. “Pena que Curitiba não esteja presente”, diz Eduardo Bekin, diretor-presidente da Invest Paraná, agência do governo estadual.


“O Paraná precisa se projetar lá fora; é o maior produtor de alimentos do Brasil e respeitamos muito as regras sanitárias, fundamental para negócios, tanto que a adesão de cooperativas foi imediata. Elas estão muito empenhadas na indústria da transformação. Não vendemos só grãos”, destaca.


O Paraná é hoje o maior produtor brasileiro de carne suína, de frango, leite e ovos, segundo o índice de participação na produção de proteínas, do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O estado é área livre de febre aftosa sem vacinação e o que tem o maior número de produtores de orgânicos (3.737) no país, mostra o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (Iapar/Emater).


O impulso internacional no setor de alimentos deve vir com parcerias para a construção da nova Ferroeste, estrada de ferro que vai ligar Paranaguá a Maracaju (MS) e espera ser o segundo maior corredor de grãos e contêineres do país. Pelo trecho, devem circular 26 milhões de toneladas de produtos todos os anos. Com a nova estrada, a redução nos custos de exportação pode chegar a 28%, prevê o governo. “Levamos para Dubai uma oportunidade de mais de U$10 bilhões. Isso inclui projeto de infraestrutura, como a construção de rodovias, da nova Ferroeste, na área de logística, portuária, saneamento e energias renováveis. Temos também oportunidades privadas, como exportação e agronegócio”, aponta Giancarlo Rocco, diretor de Relações Internacionais e Institucionais da Invest Paraná.


Ele reforça que os setores paranaenses em destaque na feira são: agronegócio, alimentos, bebidas, papel, madeira e celulose, beleza, saúde, medicamentos, automotivo, tecnologia da informação e automotivo.


“Com nossa participação na Expo Dubai, queremos apresentar a diversidade do parque industrial paranaense, mostrando que o Estado é um destino adequado e seguro para investimentos no Brasil”, enfatiza Letícia Rezende, gerente de Relações Governamentais da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep).


Paraná expõe entre dias 10 e 17


A participação do Paraná vai durar uma semana (10 a 17 de outubro), mas a Expo Dubai se estende por seis meses, entre 1 de outubro de 2021 a 31 de março de 2022. Com o tema ‘Conectando Mentes, Criando Futuros’, o evento é dividido em pavilhões nacionais, por distritos de ‘Oportunidade, Mobilidade e Sustentabilidade’.


O Pavilhão Brasil integra o espaço de Sustentabilidade, com 4,3 mil metros quadrados. O Paraná será o primeiro a expor seus atrativos, com o slogan ‘Wow! All Around’ (Surpresa por toda parte). A apresentação será dividida em 18 partes, que contam a história do Estado e suas qualidades turísticas e de investimento.


A presença do governador Ratinho Júnior e outras autoridades estaduais estão confirmadas. A feira é uma das maiores do mundo, acontece a cada cinco anos e reúne representantes de 190 países e 25 milhões de visitantes.


Paralelo à Expo Dubai, o Estado organiza o Paraná Business Experience 2021, para conectar empresas, investidores e fundos. Bekin, o diretor da Invest Paraná, adianta que já há reuniões agendadas com fundos de investimento da Itália, Egito e Arábia Saudita.


Estado em eventos nacionais


O fomento a novos negócios também deve acontecer no Brasil. Entre os eventos nacionais que o Paraná participa está a 48ª ABAV Expo & Collab. Organizada pela Associação Brasileira de Agentes de Viagem, a feira será realizada em Fortaleza, de 6 a 8 de outubro.


O turismo rural ganha destaque na Agrinordeste, em Recife, também de 6 a 8 de outubro. Entre 22 e 23 de outubro acontece o Brasil Travel Market (BTM), em Fortaleza. De 26 a 27 de outubro, as rodadas de negócios serão organizadas pela Associação Paulista de Agências de Viagens (Avisep), em Águas de Lindóia, em São Paulo.


Em novembro, de 2 a 4, é a vez do Festival de Turismo de Gramado, no Rio Grande do Sul. De 16 a 18 acontece o Road Show, em Aracaju, Maceió e Recife. Entre 25 e 28, a participação é a Abeta Summit, em Timbó, Santa Catarina.


Para dezembro, o Paraná busca visibilidade no Festival Internacional de Turismo (FIT), em Foz do Iguaçu, de 1 a 3; e na Expo Motorhome, em Curitiba, de 9 a 12.

Mercado


Cooperativas marcam presença


“Queremos mostrar a imagem do cooperativismo paranaense; estamos na fase de planejamento para os próximos anos e um dos pilares é a intercooperação, a busca do mercado internacional”, ressalta Silvio Krinski, coordenador da gerência técnica e econômica do Sistema Ocepar, que integra as cooperativas paranaenses. O coordenador diz que a expectativa do setor é dobrar o faturamento de R$ 100 bilhões para R$ 200 bilhões anuais, até 2029. “Para alcançar isso, precisamos nos expor ao mundo.”


As exportações representaram cerca de 20% do faturamento das cooperativas (U$ 4,4 bilhões), com negócios fechados em 150 países. “Elas representam cerca de um terço das exportações de todo agronegócio do Paraná”, observa Krinski.


Fonte: Bem Paraná 

Foto: Jaelson Lucas/ANPR

Paraná espera atrair R$ 54 bilhões em investimentos na Expo Dubai