Publicado em: 11/05/2022
Os números são robustos. Em pouco mais de três anos, o Governo
do Estado pavimentou 1.000 quilômetros de estradas rurais com pedras
poliédricas ou com blocos sextavados em todo o Paraná. O investimento chegou a
R$ 304 milhões, beneficiando 18 mil famílias de 2 mil comunidades em 202
municípios, fruto de 278 convênios. Paralelamente, o programa Estradas da
Integração, coordenado pela Secretaria estadual da Agricultura e do
Abastecimento (Seab), abriu cerca de 25 mil postos de trabalhos, entre vagas
diretas e indiretas, segundo estimativas da pasta.
O projeto, pensado para aumentar a competitividade da
agroindústria paranaense e melhorar a qualidade de vida de quem vive na zona
rural, é uma das prioridades do governador Carlos Massa Ratinho Junior. “É o
maior programa de pavimentação rural da história do Paraná e o maior em
andamento no País. Uma ação que visa aumentar a capacidade de escoamento da
safra tanto de pequenos agricultores familiares quanto do agronegócio como um
todo, fortalecendo a economia paranaense”, afirma.
“E esse programa também impacta o deslocamento dos estudantes
para as escolas, de quem precisa se locomover para os hospitais e ajuda a
fomentar o turismo da região, um dos pilares do crescimento econômico do
Estado, com geração de renda”, acrescenta o governador. "Os investimentos
do Estado estão chegando no Interior, nos pequenos municípios. Estamos
promovendo novas condições de desenvolvimento".
Secretário de Estado da Agricultura e do Abastecimento, Norberto
Ortigara, destaca que o programa tem impacto direto também no manejo diário das
propriedades rurais, que dependem das ligações por estradas municipais para a
chegada de insumos, sementes e rações. “São estradas que ligam o município com
algum distrito, a cidade com uma rodovia ou um distrito com a sede central.
Dessa maneira, esses investimentos impactam uma infinidade de gente, seja no
sentido econômico, turístico ou mesmo na qualidade de vida”, diz.
Outro ponto é que o projeto colabora com a preservação dos
recursos naturais ao contribuir para a conservação do solo das propriedades.
“Estamos falando de uma grande ação que visa tornar o meio rural mais atraente
para os negócios, mas dentro da política de desenvolvimento sustentável do
Governo do Estado”, destaca.
Parte dos recursos para investimento nas estradas rurais vem do
financiamento de R$ 1,6 bilhão com o Banco do Brasil e a Caixa Econômica
Federal, sacramentado no ano passado pelo Governo do Estado. Desse montante, R$
126 milhões foram destinados a obras de reestruturação nas vias do campo. As
outras fatias são oriundas das taxas recolhidas pelo Detran, uma das inovações
da gestão, ou do Tesouro do Estado.
EXEMPLOS – O Governo do Paraná
formalizou, apenas em 2021, 186 convênios para a melhoria das condições de
estradas rurais paranaenses. Foram liberados recursos para diversas cidades,
entre elas Atalaia, Porto Rico, Boa Esperança, Borrazópolis, Jaguariaíva,
Lindoeste, Turvo, Coronel Domingos Soares, Itaguajé, Querência do Norte, São
Jorge do Ivaí, Flórida, Marilena, Paranavaí, São Pedro do Paraná, Serranópolis
do Iguaçu, Santa Lúcia, Nova Santa Bárbara, Rolândia, Santo Inácio, São
Sebastião da Amoreira, Barbosa Ferraz, Mato Rico, Porto Amazonas, São Mateus do
Sul, Teixeira Soares e Vitorino.
Também foram contempladas, em anos anteriores, Palotina, Ampére,
Capanema, Goioxim, Chopinzinho, Maripá, Nova Aurora, Pinhal de São Bento,
Pérola D'Oeste, Verê, Santa Izabel do Oeste, Francisco Beltrão, Ribeirão Claro,
Campo Mourão, Carambeí, Matelândia Joaquim Távora, Porto Barreiro, Santa Cruz
do Monte Castelo, Rio Negro e Ubiratã, entre outras.
Para o aposentado Antônio Batista Verli, de Nova Laranjeiras, no
Centro-Sul, a pavimentação é motivo de alegria. Por esses golpes do destino,
ele comprou a propriedade cerca de seis meses antes de a obra de pavimentação
da rodovia municipal João Antonio Wolff, no trecho entre os distritos de Guaraí
e Rio da Prata, ter início. Aí, de cara, a localidade já passou a valer mais,
fora os ganhos paralelos.
“Fiquei muito animado porque essa casa é a que eu quero viver
até o fim da vida. Acabou o barro, a poeira. Podemos até estender a roupa aqui
em frente que não suja mais”, diz. O trecho de 6 quilômetros recebeu
investimento de R$ 1,46 milhão.
Satisfação compartilhada também pelo pessoal de Teixeira Soares,
também no Centro-Sul, principal produtora de grãos (soja, milho e trigo) e
leite do Núcleo Regional de Irati da Seab. A modernização dos 2,2 km da estrada
da Comunidade de Ribeirão de Cima beneficia em torno de 600 produtores de
quatro comunidades, em um investimento em parceria com o município superior a
R$ 1,2 milhão, em convênio assinado em 2019.
“Moro a vida toda aqui e nunca tivemos uma estrada como essa.
Antes era tanto pó e tanto barro que nem conto. Quando chovia, formava aqueles
buracos da água. Aí a turma ficava toda enterrada no barro”, recorda a dona de
casa Lídia Padilha. Em 2021, mais R$ 1 milhão foram aplicados por meio de outro
convênio para beneficiar mais uma localidade rural do município de Teixeira
Soares.
Em Palotina, no Oeste, o benefício atende a Linha Concórdia, que
reúne produtores rurais de frango, suínos, soja e milho. A linha fica
perto do Parque Estadual São Camilo, do câmpus da Universidade Federal do
Paraná (UFPR) e do complexo agroindustrial da C.Vale, que emprega 7 mil
pessoas. Em São Jorge do Ivaí, no Noroeste, com população de 5,5 mil
habitantes, o convênio revitalizou uma estrada de seis quilômetro, essencial
para o escoamento da safra. Em Paranavaí, a recuperação de uma via de 5,32
quilômetros no distrito Cristo Rei conecta a PR-557 e a região de criação de
suínos na cidade.
FORMATO – Em
todas as cidades são implementadas nas vias pedras irregulares ou blocos de
concreto sextavado, dependendo da região do Estado – as cidades localizadas na
Região Noroeste, em razão do Arenito Caiuá, necessitam de bloquetes maiores e
mais resistentes. O Estado repassa os recursos para os municípios, que
contratam as obras. A prioridade é atender regiões com fluxo grande de ônibus
escolares, com grande capacidade produtiva ou que precisam de intervenção
definitiva para encerrar com o sistema de atendimento apenas emergencial.
Fonte: Governo do
Estado do Paraná / Foto: Gilson Abreu/AEN