Publicado em: 24/05/2023
Tema caro
para todo governo, a situação econômica depois de o presidente Luiz Inácio Lula
da Silva (PT) assumir o Planalto é avaliada positivamente por 26,8% do
eleitorado, segundo a pesquisa de opinião pública divulgada pela
Paraná Pesquisas,
nesta terça-feira (23/5). O levantamento ouviu 2.023 pessoas entre os dias 16 e
21 de maio.
Nesses
primeiros cinco meses de mandato, o Ministério da Fazenda, chefiado por
Fernando Haddad (PT), vem articulando a aprovação do novo Arcabouço
Fiscal, apresentado
no final de março. O projeto atrela as despesas públicas à variação da receita
e meta de resultado primário, podendo ser votado nesta quarta-feira (24/5) na
Câmara dos Deputados.
Enquanto a
nova regra não avança, 25,8% do eleitorado tem uma percepção de que a situação
econômica do país está pior do que no governo do ex-presidente Jair Bolsonaro
(PL). Enquanto pouco mais da metade se divide entre pior e melhor, outros 45,4%
dos entrevistados percebem a economia como igual a antes de Lula assumir o
governo. Apenas 2% não souberam opinar.
Ao mesmo
tempo, enquanto o arcabouço pode ter um impacto ao longo prazo, o petista e sua
equipe econômica tomaram medidas mais imediatas. No início de maio, o governo
anunciou o aumento do salário mínimo para R$ 1.320, um crescimento real (acima
da inflação) de R$ 18. “É um aumento
pequeno, mas real, acima da inflação, pela primeira vez depois de seis anos”, comemorou Lula.
A faixa da
isenção na tabela do imposto de renda também subiu. Agora, o trabalhador que
ganha até dois salários mínimos (R$ 2.640), ficará livre do tributo. Este é o
primeiro reajuste da tabela em 8 anos, já que ela nunca foi alterada nos
governos de Michel Temer (MDB) e Bolsonaro (PL).
Expectativas sobre o governo
A pesquisa
também perguntou aos entrevistados se Lula está indo melhor, pior ou igual ao
que se esperava: 29% responderam que o presidente está excedendo às
expectativas, 27,6% afirmaram que o petista é pior, e 38% acreditam que ele
atende o que já era esperado quando foi eleito.
Fonte:
Estado de Minas/ Foto: Ricardo Stuckert/PR