Publicado em: 21/10/2022
Mais de 300 representantes dos setores empresarial,
acadêmico e governamental, além da sociedade civil organizada, participaram do
segundo ciclo do projeto para a construção coletiva de rotas estratégicas
regionais de ciência, tecnologia e inovação (CT&I) no Paraná. Nesta
quinta-feira (20), foram encerrados os debates que trataram de projetar o
futuro da CT&I até 2040 nas regiões do Sudoeste, Norte Pioneiro, Noroeste,
Centro-Sul e dos Campos Gerais.
A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Governo do
Estado, por meio da Fundação Araucária e da Superintendência Geral de Ciência,
Tecnologia e Ensino Superior (Seti), e o Sistema Federação das Indústrias do
Estado do Paraná (Fiep), sendo conduzida metodologicamente pela Fundação
Araucária e pelo Observatório Sistema Fiep.
Segundo o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da
Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa, um dos objetivos do projeto é entender
melhor o papel da CT&I para a geração de riqueza e qualidade de vida para
os cidadãos. “Temos um cenário muito favorável por termos um sistema de
CT&I diferenciado, que está presente em mais da metade dos municípios do
Paraná. Queremos mobilizar estes atores para promover o desenvolvimento das
regiões, analisando as especificidades de cada uma delas. Este projeto é uma
das principais iniciativas para tornar o Paraná o estado mais moderno e
inovador do país”, destacou.
O coordenador de Ciência e Tecnologia da Seti, Marcos
Aurelio Pelegrina, elogiou os resultados. “Os encontros para debater e
planejar cada região foram muito produtivos, com a participação massiva de
todos os ecossistemas e isso é fundamental para o planejamento da CT&I para
os próximos anos”, disse
CICLOS – No primeiro ciclo foram trabalhadas as
regiões Norte, Oeste, Litoral e Região Metropolitana de Curitiba. No total, o
projeto alcança nove regiões no Estado.
A gerente executiva do Observatório Sistema Fiep, Marília de
Souza, explicou que o projeto entra agora na fase de análise de conteúdos, onde
serão trabalhadas as contribuições que foram feitas para, em breve, retomar o
contato com os especialistas, pesquisadores e stakeholders locais. “Vamos então
apresentar uma versão quase final do processo de planejamento para que sejam
feitas novas contribuições. Esta iniciativa da Fundação Araucária é inédita no
Paraná e vai ajudar a escrever uma nova história em termos de indução do
desenvolvimento a partir da CT&I no Estado”, disse.
Como resultado do projeto, será entregue à sociedade
paranaense, uma agenda convergente de ações transformadoras que buscam orientar
os ecossistemas regionais.
Para o CEO do Cilla Tech Park, Géri Dutra, a aproximação dos
atores e a percepção da importância de construção de ecossistemas é o caminho
para que o Paraná seja mais inovador. “Permite essa conexão com vários atores
da região que normalmente não tinham esta aproximação, além de participação no
processo de construção de um direcionamento de futuro em termos de CT&I.
Isso é fundamental para que tenhamos uma população mais desenvolvida, com os
mais altos índices de conhecimento, e também maior empreendedorismo e geração
de emprego e renda”, afirmou.
O secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação de Pato
Branco, Giles Balbinotti, falou da importância da definição de estratégias a
curto, médio e longo prazo. “Parabenizo a iniciativa do Governo do Estado e do
Sistema Fiep por este trabalho de olhar para o futuro. Com inteligência
coletiva, vamos conseguir realizar as transformações estruturais e digitais
necessárias nas nossas cidades e em nosso Estado.”
INFORMAÇÕES E DIAGNÓSTICO – A possibilidade de
um diagnóstico de ativos e de potencialidades regionais foi destacada pela
professora do Departamento de Design da Universidade Estadual de Londrina e
membro das Governanças do Ecossistema de Inovação de Londrina: Agro Valley e
Integra Químico e Materiais, Cristianne Cordeiro Nascimento. “Funciona como
ferramenta para o planejamento assertivo de investimentos, esforços e políticas
que possam fomentar o desenvolvimento econômico e social do Paraná. Por meio da
CT&I vamos construir o Paraná do futuro.”
Já a pesquisadora Rita de Cássia dos Anjos, do Departamento
de Engenharia e Exatas do Setor Palotina da Universidade Federal do Paraná e
membro da Academia Brasileira de Ciências, acredita que o projeto permite
conhecer a dinâmica da inovação do Estado. “Foi uma oportunidade de conhecer os
meios e possibilidades de desenvolvermos a inovação a partir da ciência que
fazemos dentro da Universidade. Recebemos informações sobre as ferramentas que
o Estado disponibiliza para integralizar ações de ciência e inovação que já
existem e estão próximas a nós”, afirmou.
Fonte: Jornal do Oeste / Foto: Fundação Araucária