Publicado em: 02/06/2022
Pesquisa realizada pelo Observatório Nacional da Indústria
revela que 80% da necessidade está em cursos de Aperfeiçoamento. Senai Paraná
oferece qualificação gratuita em todas as regiões do Estado
Até 2025, o Paraná precisará qualificar 833,5 mil pessoas
em ocupações industriais, sendo 163,9 mil em formação inicial – para repor
inativos e preencher novas vagas – e 669,6 mil em formação continuada, para
trabalhadores que devem se atualizar. Isso significa que, da necessidade de
formação nos próximos quatro anos, 80% serão em aperfeiçoamento. Os dados
estaduais fazem parte do Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025, estudo
realizado pelo Observatório Nacional da Indústria para identificar demandas
futuras por mão de obra e orientar a formação profissional de base industrial
no país.
As ocupações industriais são aquelas que requerem
conhecimentos tipicamente relacionados à produção industrial, mas estão presentes
também em outros setores da economia. Para o presidente do Sistema Federação
das Indústrias do Paraná (Fiep), Carlos Valter Martins Pedro, mais do que
mostrar uma necessidade das empresas, os dados mostram as oportunidades de
trabalho que a indústria oferece.
“A indústria é um excelente lugar para o desenvolvimento de
carreiras. Os avanços tecnológicos e a normatização que existe sobre a
indústria a tornam muito atrativa para quem quer ingressar em uma carreira mais
técnica”, afirma. “Nesse processo, o Senai possui uma ampla estrutura e
conhecimento para capacitar trabalhadores dos mais diversos setores, já levando
em conta as últimas tendências que têm sido aplicadas na indústria”, completa.
O mercado de trabalho passa por uma transformação, ocasionada
principalmente pelo uso de novas tecnologias e mudanças na cadeia produtiva; e,
cada vez mais, o Brasil precisará investir em aperfeiçoamento e requalificação
para que os profissionais estejam atualizados. Em todo o país, a necessidade é
de 9,6 milhões de trabalhadores qualificados.
Em volume, ainda prevalecem as ocupações de nível de
qualificação, que respondem por 74% do emprego industrial no Brasil hoje.
Contudo, chama atenção o crescimento das ocupações de nível técnico e superior,
que deve seguir como uma tendência. Isso ocorre por conta das mudanças
organizacionais e tecnológicas, que fazem com que as empresas busquem
profissionais de maior nível de formação, que saibam executar tarefas e
resolver problemas mais complexos.
As áreas com maior demanda por formação são: Transversais,
Metalmecânica, Logística e Transporte, Alimentos e Bebidas, e Construção. As
ocupações transversais são aquelas que permitem ao profissional atuar em
diferentes áreas, como técnico em Segurança do Trabalho, técnico de Apoio em
Pesquisa e Desenvolvimento e profissionais da Metrologia, por exemplo.
Estudo avalia estimativas e cenário político,
econômico, tecnológico e de emprego
O Senai é a principal instituição formadora em ocupações
industriais no país. Para subsidiar a oferta de cursos, em sintonia com as
demandas por mão de obra do setor produtivo, o Observatório Nacional da
Indústria desenvolveu a metodologia do Mapa do Trabalho Industrial, referência
no Brasil. O estudo é uma projeção do emprego setorial que considera o contexto
econômico, político e tecnológico. Um dos diferenciais é a projeção da demanda
por formação a partir do emprego estimado para os próximos anos.
Para esse cálculo, são levadas em conta as estimativas das
taxas de difusão das novas tecnologias nas empresas e das mudanças
organizacionais nas cadeias produtivas, que orientam o cálculo da demanda por
aperfeiçoamento, e uma análise da trajetória ocupacional dos trabalhadores no
mercado de trabalho formal, que subsidiam o cálculo da formação inicial. Um trabalho
de inteligência de dados e prospectiva que deve subsidiar ações e políticas de
emprego e educação profissional.
Senai Paraná está com 10,8 mil vagas abertas
Para atender às necessidades do mercado, o Senai Paraná tem
um portfólio extenso, com mais de 40 cursos de qualificação e
aperfeiçoamento/especialização profissional, gratuitos para a comunidade. Com
opções de aulas presenciais, presenciais conectadas (aulas online ao vivo), ou
no formato EAD, os cursos em áreas como Tecnologia, Gestão, Construção Civil e
Automotiva, estão disponíveis em 31 unidades do Senai Paraná estrategicamente
posicionadas em diversas regiões do estado.
“O Mapa do Trabalho Industrial 2022-2025 aponta que o
Paraná deverá qualificar mais de 830 mil pessoas em ocupações industriais,
sendo mais de 80% em aperfeiçoamento e requalificação profissional. A fim de
atender a essa demanda, o Senai Paraná está oferecendo mais de 10 mil vagas em
cursos gratuitos de aperfeiçoamento ou qualificação profissional para o ano de
2022”, diz Juliana Maia, coordenadora de educação e negócios do Sistema Fiep.
“São diversas oportunidades em áreas como Construção Civil, Tecnologia da
Informação, Gestão e Automotiva. Quem estiver interessado será preparado para
ocupar boas vagas no mercado de trabalho”, acrescenta.
Somente no mês de junho, são mais de 4 mil vagas em todas
as regiões do Estado. A relação de cursos disponíveis pode ser verificada no
site sistemafiep.org.br/gratuidade ou
diretamente nas secretarias das unidades do Senai em todo o Estado.
A indústria no Paraná
A indústria responde atualmente por 26% do Produto Interno
Bruto (PIB) do Paraná, a soma de todas as riquezas produzidas no Estado. A
Federação das Indústrias do Paraná (Fiep) destaca que, atualmente, são mais de
50 mil estabelecimentos industriais instalados no Estado. A eles se somam
outras quase 18 mil empresas que prestam serviços diretamente atrelados à
atividade industrial, totalizando 68 mil estabelecimentos sob a representação
institucional da Fiep. Juntos, eles empregam mais de 916 mil trabalhadores. No
acumulado dos últimos 12 meses, a produção industrial do Estado cresceu 5,8%,
enquanto a média nacional foi de 1,8%. O desempenho se reflete também no nível
de emprego. No primeiro trimestre de 2022, o setor abriu 10.406 novos postos de
trabalho. “A indústria do Paraná é forte e diversificada, com importantes polos
em todas as regiões do Estado”, afirma o presidente da Fiep, Carlos Valter Martins
Pedro.
Fonte: Gazeta do Povo / Foto: Fiep