Publicado em: 10/04/2023
Contribuir para uma
economia baseada no conhecimento e fomentar a produção da pesquisa científica e
tecnológica paranaense. Essas são as premissas da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Ensino
Superior do Paraná (Seti). O intuito é fortalecer e ampliar a vocação
das universidades estaduais, com foco no desenvolvimento científico,
tecnológico, econômico e social.
A pasta reúne sete
instituições de ensino superior com campus e unidades acadêmicas em mais de 30
cidades de diferentes regiões, o que assegura posição de destaque ao Paraná,
como o Estado que mais investe, proporcionalmente, em educação superior no
Brasil. No planejamento integrado para o período de 2023 a 2026, as ações de
ciência, tecnologia e ensino superior estão relacionadas, principalmente, ao
desenvolvimento econômico sustentável.
Em conjunto com outras
secretarias e órgãos do Estado, a Seti apoia o empreendedorismo e a
competitividade empresarial, assim como projetos de pesquisa e desenvolvimento
e de economia digital. O planejamento estratégico da gestão, que está em
andamento, é baseado em ações propostas no plano de governo para a área da
ciência e tecnologia. Um dos principais compromissos é incentivar iniciativas
locais e regionais de desenvolvimento socioeconômico, a partir de uma
articulação estratégica e colaborativa, com a participação de agentes públicos
e privados. A expectativa é finalizar o planejamento neste mês de abril.
Essa ação vai ao
encontro do Programa de Estímulo às Ações de Integração Universidade, Empresa,
Governo e Sociedade, denominado Agências de Desenvolvimento Regional
Sustentável e Inovação (Ageuni). Implantadas nas universidades estaduais, as
unidades da Ageuni apoiam iniciativas locais e regionais focadas em projetos de
negócios orientados para o desenvolvimento sustentável.
POLÍTICAS PÚBLICAS – O secretário de Ciência, Tecnologia e
Ensino Superior, Aldo Nelson Bona, afirma que a gestão iniciada em 2023 será
pautada no fortalecimento de políticas públicas para proporcionar um
ecossistema acadêmico dinâmico, sem perder de vista a geração de conhecimento e
as atividades de pesquisa.
“Estamos propondo um
programa articulado para indução das instituições de Ciência e Tecnologia pelo
financiamento, ou seja, uma estratégia de aporte de recursos para o
desenvolvimento de projetos e programas que priorizem a articulação da academia
com o setor produtivo empresarial, na perspectiva de produzir pesquisas que
resultem em produtos e serviços para atender as demandas das diferentes
regiões, onde as instituições estão inseridas”, explica.
A ideia é atuar como
facilitadores para a alocação eficiente de recursos públicos a fim de estimular
a cultura empreendedora nas universidades e a geração e disseminação de
conhecimentos para a formação de profissionais cada vez mais qualificados.
“Serão disponibilizados editais de fomento e financiamento, considerando a
alocação de recursos mais vultosos para investimentos e para o apoio a projetos
de ensino, pesquisa e extensão”, afirma o secretário.
A Seti também prevê
mecanismos de apoio para que as universidades estaduais ampliem as políticas de
democratização de acesso e de permanência estudantil, tornando as instituições
cada vez mais inclusivas. “Queremos pensar um programa que articule a
assistência estudantil com as atividades de ensino, extensão e pesquisa, a fim
de reduzir a evasão universitária, bem como preencher todas as vagas ofertadas
pelas instituições de ensino superior”, explica o secretário Aldo.
ESTRUTURA – O professor Michel Jorge Samaha, da
Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG), atua como diretor-geral da Seti.
Ainda no nível hierárquico de gerência, a estrutura organizacional da pasta
contempla duas diretorias de áreas: Gestão Estratégica e Ciência, Tecnologia e
Ensino Superior, lideradas pelos professores Jamil Abdanur Junior e Osmar
Ambrósio de Souza, ambos da Unicentro.
No nível de execução
programática, a Diretoria de Gestão Estratégica conta com os coordenadores
Lucas de Oliveira Araújo (Gestão) e Ricardo Henrique Abrahams (Integração
Institucional). Já na Diretoria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior atuam
os coordenadores Marcos Aurélio Pelegrina (Ciência e Tecnologia) e Fabiano
Gonçalves Costa (Ensino Superior, Pesquisa e Extensão).
O Sistema Estadual de
Ciência, Tecnologia e Ensino Superior é composto pelas universidades estaduais
de Londrina (UEL), de Maringá (UEM), de Ponta Grossa (UEPG), do Oeste do Paraná
(Unioeste), do Centro-Oeste (Unicentro), do Norte do Paraná (UENP) e do Paraná
(Unespar).
A Seti também é
responsável, no âmbito estadual, pela transferência de conhecimento e pelo
incentivo de patentes e outros dispositivos de registro e proteção à
propriedade intelectual, além do fomento científico e tecnológico, por meio da
Fundação Araucária (FA), e do Sistema Estadual de Parques Tecnológicos do
Paraná (Separtec).
HISTÓRIA – O Guia de Fundos do Arquivo Público do Paraná,
publicado em 2002 e atualizado em 2020, aponta que na década de 1980 as
atividades relacionadas à ciência e tecnologia eram coordenadas pela então
Secretaria de Estado da Indústria e do Comércio (Seic). Já as instituições
estaduais de ensino superior estavam vinculadas à Secretaria da Educação, mais
precisamente no extinto Departamento de Assuntos Universitários (DAU).
A expansão e o acesso à
educação superior no período de redemocratização do Brasil contribuíram para
uma atualização estratégica no planejamento e na gestão governamental. Em 1992,
pela Lei nº 9.896, a Seic foi transformada em Secretaria de Estado da Indústria
e do Comércio, Ensino Superior, Ciência e Tecnologia (Seti). A pasta
concentrou, entre várias atribuições, a política estadual de ensino superior e
o apoio ao desenvolvimento científico e tecnológico paranaense.
Em 1995, pela Lei nº 11.066, as áreas da
Indústria e do Comércio foram desmembradas da secretaria, que passou a
responder exclusivamente pelo sistema estadual de ciência, tecnologia e ensino
superior do Paraná. No ano de 2019, a Seti passou ao status de
superintendência, ligada à Governadoria. Desde então, um trabalho intenso e
acentuado pela modernização das relações entre estado, academia, sociedade e
setor produtivo empresarial propiciou o retorno da secretaria, neste segundo
mandato do governador Ratinho Júnior.
Fonte: Agência Estadual de Notícias Paraná/
Foto: SETI