Publicado em: 24/05/2022
O Paraná reafirmou o compromisso
com o uso de Sistemas e Práticas do ABC+, programa que propõe novas estratégias
com o objetivo de reduzir emissões de 1,1 bilhão de toneladas de carbono
equivalente até 2030. O posicionamento foi apresentado na 1ª Reunião Nacional
do Plano Setorial para Adaptação à Mudança do Clima e Baixa Emissão de Carbono
na Agropecuária (ABC+), realizada em maio no Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento, em Brasília, com a presença dos coordenadores dos
Grupos Gestores Estaduais (CGE) das 27 unidades federativas.
O Estado está reestruturando o
Grupo Gestor Estadual do ABC+, que tem coordenação da Secretaria da Agricultura
e do Abastecimento (Seab). Dele participam outras 15 instituições, que
indicaram 30 profissionais para estudar e estabelecer novas metas de mitigação,
além de definir estratégias de ação para que o programa seja cumprido.
“Muitos dos sistemas e práticas
preconizadas pelo programa já estão consolidadas há décadas no Estado”, disse
Breno Menezes de Campos, chefe do Departamento de Florestas Plantadas (Deflop),
da Seab, e coordenador do Grupo Gestor Estadual do ABC+.
O Plano ABC tornou-se uma
referência para as políticas públicas promotoras de sustentabilidade no setor
agropecuário, especialmente num período em que temas ambientais estão entre as
principais preocupações mundiais.
“A estratégia de ação do Plano ABC
levou à implementação de iniciativas que têm por objetivo garantir fundamentais
ganhos econômicos aos produtores brasileiros, mas de forma intrinsecamente
alinhada com o estabelecimento de sistemas de produção que permitam aumentar
sua resiliência, garantindo capacidade de adaptação frente aos impactos externos
e que controlam também as emissões de gases de efeito estufa associados ao
setor”, reforçou Breno Campos.
NOVOS SISTEMAS – O primeiro
programa brasileiro previa recuperação de áreas degradadas, plantio direto,
integração lavoura e pecuária, posteriormente acrescido de florestas;
tratamento de dejetos (suínos) e florestas plantadas. No Programa ABC+,
estabelecido para o decênio 2020-2030, foram acrescentados três novos sistemas
e práticas: sistema plantio direto hortaliças, sistemas irrigados e terminação
intensiva na pecuária de corte.
Também ampliou-se o escopo de
outras três práticas já existentes: recuperação de pastagens degradadas;
bioinsumos, que inclui fixação biológica de nitrogênio e microrganismos
promotores do crescimento de plantas; e manejo de resíduos da produção animal,
que considera outros excedentes, além de dejetos animais, e estimula o uso de
subprodutos obtidos, como bioenergia e biofertilizante.
PARCEIRA – Segundo o
secretário da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara, o setor
agropecuário tem contribuído de forma positiva nesse esforço. “A agricultura
paranaense sempre foi parceira do governo federal e, mais uma vez, está unida
para impedir a emissão de 1,1 bilhão de toneladas de carbono equivalente até
2030, de acordo com a meta estabelecida”, enfatizou.
“Já avançamos bastante, mas
continuaremos desenvolvendo nossas atividades com base em critérios de
sustentabilidade social, ambiental e econômica, garantindo que a família rural
se mantenha como protagonista das ações”, arrematou.
Fonte: O Presente Rural / Foto: IAPAR- Arquivo
AEN