Publicado em: 20/06/2022
As exportações
do Paraná somaram US$ 8,428 bilhões no acumulado dos cinco primeiros meses do
ano, alta de 12% na comparação com o mesmo período do ano passado. As
importações somaram US$ 8,710 bilhões, crescimento de 34,2% ante janeiro a maio
de 2021.
As informações
da balança comercial foram divulgadas nesta sexta-feira (17) pela Federação da
Indústrias do Paraná (Fiep) e se baseiam nos dados da Secretaria de Comércio
Exterior (Secex), do Ministério da Economia.
De acordo com a
organização, a corrente de comércio - soma das exportações e das importações -
acumulada nos cinco primeiros meses de 2022 somou US$ 17,138 bilhões, valor
22,3% maior do que o registrado no mesmo período do ano anterior (US$ 14
bilhões).
A Fiep destaca
que a alta das exportações foi puxada pelo crescimento nas vendas de carnes,
material de transporte, produtos mecânicos e madeira, mesmo com uma redução nos
valores exportados.
A soja é o
principal item exportado pelo Paraná, com US$ 2,474 bilhões negociados, cita a
Fiep. Em seguida vêm carnes (US$ 1,561 bilhão), madeira (US$ 856 milhões) e
material de transporte (US$ 645 milhões). Juntos, os quatro itens representam
65% das exportações do estado.
Entre as
importações, produtos químicos lideram o ranking, com US$ 3,404 bilhões,
seguidos de petróleo (US$ 944,8 milhões), eletroeletrônicos (US$ 859,5
milhões), material de transporte (US$ 825,1 milhões) e produtos mecânicos (US$
808,2 milhões).
Em maio,
balança fechou com déficit
Em maio, a
balança comercial do Paraná fechou com déficit de US$ 320 milhões. O resultado
negativo ocorre quando o valor importado pelo estado é maior do que o
exportado, quando ocorre o contrário, há superávit.
No mês, as
exportações somaram US$ 1,9 bilhão e as importações US$ 2,258 bilhões.
Na comparação
com abril, as exportações caíram 1,1% e, as importações, cresceram 28,3%. A
corrente de comércio cresceu 12,8% na comparação com o mês anterior.
Balança
sofre efeitos da Guerra na Ucrânia e do câmbio
Na avaliação do
economista Evânio Felippe, da Fiep, com a retomada da economia, muitos insumos
e matérias-primas utilizados na indústria tiveram aumento de preço no mercado
internacional. Em 2022, destaca o economista, essa pressão se manteve, mas a
Guerra da Ucrânia acentuou a crise mundial, desencadeando aumento generalizado
no preço do petróleo e das commodities
“Mesmo com uma
taxa de câmbio mais apreciada, o que desestimula as exportações, a elevação nos
preços das mercadorias vendidas pelo estado tem compensado essa valorização da
moeda brasileira frente ao dólar. A redução da taxa média este ano pode
explicar o aumento nas importações paranaenses em relação ao mesmo período do
ano passado”, explica.
Como exportador
de commodities, o preço do produto vendido pelo Paraná ao exterior fica mais
valorizado. Porém, explica, os custos da produção agrícola estão mais altos
porque os dois países em guerra são importantes fornecedores de fertilizantes.
O economista
cita ainda que, além do aumento nos custos de insumos e matérias-primas
utilizados na produção das indústrias, a atividade de comércio exterior é
impactada pelo aumento da inflação em nível mundial, principalmente na Europa e
nos Estados Unidos.
Evânio Felippe
afirma também que a previsão é de que o segundo semestre seja "ainda mais
desafiador" para as exportações do Paraná.
“A previsão de
crescimento menor da economia mundial este ano, somada à maior inflação global,
tende a reduzir o dinamismo da atividade de comércio internacional, afetando
também as vendas para fora aqui no Paraná".
Fonte: G1 – Paraná /
Foto: Rodrigo Felix Leal/Seil