Publicado em: 28/04/2023
Com
superávit de US$ 288 milhões, o Paraná teve crescimento na atividade de
comércio exterior no mês de março.
Segundo os
dados da Secretaria de Comércio Exterior, mais de 50% do saldo acumulado da
balança comercial paranaense, no primeiro trimestre de 2023, de US$ 569
milhões, foi alcançado neste terceiro mês.
O resultado
dessa alta é consequência do aumento de 13% nas exportações, na comparação com
março do ano passado, que somaram US$ 2 bilhões. As exportações desse ano já
chegaram à marca de US$ 5,1 bilhões.
Com este
desempenho, o Paraná figura na quinta colocação no ranking nacional de
exportações, representando mais de 6% de tudo que o Brasil vendeu externamente.
Além disso,
o Estado o maior exportador do Sul do país, sendo responsável por 42% de tudo
que a região negociou no mercado internacional.
A redução de
4,8% nas importações também contribuiu para o superávit mensal. As compras de
materiais importados chegaram a US$ 1,7 bilhão. No acumulado de janeiro a
março, são US$ 4,5 bilhões em produtos adquiridos, 3,8% menos do que foi obtido
no mesmo intervalo do ano anterior. O Paraná é o quarto maior importador do
país (7,8% do total) e o segundo do Sul, superado por Santa Catarina,
respondendo por 31% das compras vindas de outros países.
MERCADOS
Em março, a
economia do Paraná exportou mercadorias e serviços para 175 países.
Cerca de 43%
das vendas estão concentradas em cinco países. A China é o principal, com 21% e
tendo negociado US$ 779 milhões com o estado.
Argentina
(9%) aparece em seguida, na frente de Estados Unidos (6%), México (4%) e Japão
(3%).
No acumulado
dos três primeiros meses do ano, a China mantém a liderança nas importações,
tendo negociado US$ 939 milhões com o estado, porém, com redução de 38% em
relação ao que foi adquirido no mesmo período do ano passado.
Estados
Unidos, que também vendeu 25% menos ao Paraná, teve US$ 434 milhões negociados
de janeiro a março. Em seguida, aparecem Argentina (US$ 312 milhões e aumento
de 124%), Rússia (US$ 295 milhões e alta de 77%) e Alemanha (US$ 249 milhões e
alta de 33%).
PRODUTOS COMERCIALIZADOS NO PARANÁ
Os itens
mais vendidos pelo estado em março foram soja (28% do total), carnes (20%),
material de transporte (9%), madeira (6%) e cereais (5%). Estes cinco itens
juntos representam 69% do total exportado no mês.
Produtos
químicos lideraram as importações em março, respondendo por 28% da pauta.
Depois aparecem petróleo (16,5%), material de transporte (16%), produtos
mecânicos (10%) e materiais elétricos e eletrônicos (5%). Estes cinco itens
representam 76% de tudo que o estado comprou de fora no mês.
O analista
de Assessoria Econômica e de Crédito da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Evânio Felippe, avalia que a taxa de câmbio contribuiu para o
resultado de março no Paraná. O valor foi de R$ 5,2115 por dólar, uma
desvalorização da moeda brasileira de 0,77%, na comparação com o mês anterior,
e de 4,89%, em relação ao mesmo mês do ano passado.
“Este
comportamento é favorável às exportações porque a mercadoria paranaense fica
mais competitiva para ser negociada lá fora”, explica.
Outro fator
positivo foi a divulgação do crescimento do PIB chinês acima do esperado.
“Após o fim
das políticas restritivas contra a covid 19 no país, o consumo neste mercado
deve aumentar. Sendo a China um dos principais parceiros do Paraná, o cenário
fica mais favorável para os próximos meses”, reforça Felippe.
O economista
ainda aponta que a perspectiva de investimentos no Brasil para 2023, divulgada
pelo Banco Central, em torno de US$ 80 bilhões, é um fator positivo. “Se essas
projeções se confirmarem, os investimentos contribuem com o aumento na produção
industrial e na maior geração de emprego e renda no país”, conclui.
Fonte:
Paraná Portal/ Foto: Gelson Bampi/Agência FIEP