Publicado em: 05/01/2022
No contexto atual da economia brasileira, explorar as vantagens do país em termos de mercados internacionais é prioridade para a agenda dos governantes. Ainda que o lado da demanda interna seja bastante importante, considerando as adversidades socioeconômicas que a última crise trouxe à tona na realidade do brasileiro, boa parte da recuperação econômica do país passa pelo comércio internacional.
Neste sentido, o Paraná é uma região estratégica para que os planos econômicos do governo atual e de governos vindouros tenham sucesso. No primeiro semestre de 2021, de acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia, divulgadas pela Agência FIEP, o estado exportou mais de US$ 9 bilhões. No agregado, o grande destaque ficou para a indústria de transformação, com US$ 6,4 bilhões vendidos no mercado externo.
Entretanto, o produto individual que mantém destaque tanto no cesto de exportações do Paraná quanto em boa parte do país é a soja. A commodity que serve de base para a produção de diversos alimentos mundo afora foi responsável por US$ 3,3 bilhões – ou 36% – de vendas de produtos paranaenses aos mercados lá fora.
O peso e o preço das commodities
Entre 2010 e 2020, tanto a produção quanto o valor obtido pela venda de soja paranaense em mercados estrangeiros dobraram. Nos agregados do ano passado, foram 13,4 milhões de toneladas do produto exportado, gerando receita de US$ 4,6 bilhões para os produtores do estado.
Enquanto commodities como soja, trigo e milho, sendo os dois últimos itens também bastante importantes no setor agrícola paranaense, são chave no contexto econômico da região e do país, o esforço dos empresários ainda se volta ao incremento da venda de produtos com mais valor agregado nos mercados exteriores. Estes incluem produtos da já mencionada indústria de transformação, como móveis e materiais de transporte.
A grande questão é que, no contexto atual, o Brasil possui vantagens comparativas muito grandes em relação aos países que hoje compram commodities do nosso país. Em conjunto com uma taxa de câmbio favorável às exportações, é natural que o mercado e os investimentos se voltem ao universo de commodities.
Os investimentos em commodities mostram-se fortes tanto no contexto de financiamentos bancários quanto nos mercados financeiros acessíveis a partir de plataformas de investimento online, caso da INFINOX Matérias-Primas. Nesse sentido, as commodities se destacam junto com instrumentos como Forex e índices, graças aos bons spreads e condições de alavancagem oferecidos através destes ativos. Desde maio de 2020, o preço da soja obteve crescimento de quase 50% no mercado de valores de Chicago, que determina o valor da commodity em mercados financeiros.
Vê-se movimentações semelhantes nos preços dos outros importantes itens agrícolas do cesto de exportações paranaense. O trigo também viu seu preço crescer em mais de 50% desde maio de 2020, enquanto o milho chegou a quase triplicar seu preço desde o período anteriormente mencionado antes de chegar ao preço, no dia 25 de outubro, de cerca de US$ 5,36 por “bushel” – mais de 60% acima do preço médio em maio de 2020.
Mas, para quem se preocupa com os indicadores econômicos internos do Brasil, o Paraná também traz boas notícias no lado das importações. No primeiro semestre de 2021, as importações do estado registraram alta de 38% em relação ao mesmo período do ano passado, impulsionadas pela compra de insumos para a produção industrial.
A situação econômica do Brasil continua adversa, principalmente em comparação ao período pré-crise. Mas os agregados econômicos mostram não só que a ocasião é reversível como também o ponto em que o país deve se focar para acelerar seu processo de recuperação e voltar a deslanchar.
Fonte: Bem Paraná Foto: Arquivo/AEN