Publicado em: 11/05/2022
O governador Ratinho Junior (PSD) pretende transformar o
Estado do Paraná em um “supermercado
do mundo”, como afirmou durante a abertura da Expoingá,
sexta-feira, 6, em Maringá. O desempenho do campo contribui com a ideia do
governador, já que o setor do agronegócio já é responsável por um terço do PIB
paranaense. O governador mostra, portanto, que está correto em relação ao que
disse no início de seu governo sobre “transformações do ciclo produtivo”.
Corrobora com o pensamento do
governador paranaense, o empresário e executivo de negócios, Luiz Carlos
Trabuco Cappi, presidente do Conselho Administrativo do Bradesco quando avalia
que, “o início da década de 1970, o Brasil importava alimentos. Hoje, é um dos
cinco maiores exportadores de cana-de-açúcar, soja, café, frutas e cereais. Na
pecuária, somos o maior exportador global de carne bovina, com um saudável
rebanho de 218 milhões de cabeças de gado. O Brasil fornece comida para 1,5
bilhão de pessoas e é fundamental para a segurança alimentar do mundo”.
O Paraná está dentro deste
contexto e, como destacou Ratinho Junior, quando observou que “nossa missão a
missão é agregar valor ao produto final que vem do campo, ampliando o poderio
do agronegócio paranaense”. O caminho é a industrialização, disse o governador
ao explica que é preciso “fazer com que além da matéria-prima como o leite, o
Paraná possa oferecer o queijo, iogurte, o achocolatado. É isso que vai
aumentar a rentabilidade dos agricultores e gerar mais emprego e renda em todo
o nosso Estado”.
Norberto Ortigara, secretário da
Agricultura e Abastecimento, ilustra o pensamento do governador em relação ao
supermercado do mundo explicando que, hoje, o Paraná é
o Estado mais agrícola do Brasil devido ao seu clima sendo,
portanto, o segundo maior na produção de grãos e participa como primeiro polo
na produção de proteína animal, com grande peso no frango, onde produz 34% e
exporta 40%. Somos, também, o segundo na produção de suíno, segundo na produção
de leite e primeiro na produção de peixe, mercado que cresceu 15% nos últimos
anos.
Ortigara também reforça a
participação paranaense na produção de bovino de corte e destaca o Estado como
pólo na produção de proteína com 6 milhões de toneladas. “A tendência é de
crescimento de toda cadeia do leite e boi”. O agro paranaense, complementa o
secretário, participa com 36% do PIB e 80% das exportações do campo.
Ratinho Junior lembrou que a
administração estadual é uma grande parceiro do agronegócio. Citou o
investimento em infraestrutura, rodovias, portos, ferrovia e aeroportos, como
facilitador do escoamento da safra – de acordo com a Secretaria de Estado da
Infraestrutura e Logística, as ações batem na casa dos R$ 7 bilhões.
Segundo o governador, são várias
as ações de governo com impacto direto no agronegócio. “São 25 mil quilômetros
de instalação de redes trifásicas, o que vai permitir que o dono de uma granja,
por exemplo, tenha estabilidade no fornecimento de energia. Há ainda o
Descomplica Rural, que acabou com a burocracia no campo, e o apoio financeiro
ao pequeno agricultor com o Coopera Paraná e o Banco do Agricultor”, afirmou
Ratinho Junior.
“O mundo também exige que a
produção seja sustentável. Projetos como o Paraná Mais Verde, o Rio Vivo, a
proteção das matas ciliares e manutenção das reservas legais mostram que agro
paranaense também tem qualidade ambiental”, destacou o governador.
Realizada pela Sociedade Rural de
Maringá (SRM), a Exposição Feira Agropecuária, Industrial e Comercial de
Maringá (Expoingá) apresenta o diferencial competitivo de um dos principais setores
da economia brasileira, movimentando nas últimas edições em torno de R$ 600
milhões em negócios, com um público superior a 500 mil
visitantes em 11 dias de evento.
Fonte: Paraná Portal / Foto: Expoingá