Publicado em: 07/06/2022
O Paraná gerou, no
mês de abril, 8.925 vagas de emprego com carteira assinada. Com crescimento nos
quatro primeiros meses do ano, o Estado já acumula um saldo de 61.686 postos de
trabalho formais em 2022. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e
Desempregados (Caged), divulgado nesta segunda-feira (6) pelo Ministério do
Trabalho e Previdência.
O Estado foi o
sétimo no País e o segundo na região Sul, quase empatado com o Rio Grande do
Sul (8.939), na abertura de novas vagas no mês.
No acumulado de 12
meses, de maio de 2021 a abril de 2022, o Estado tem o melhor resultado da
Região Sul, com um saldo de 154.475 postos de trabalho formais, contra 141.285
de Santa Catarina.
Dos 399 municípios
paranaenses, 299 fecharam o primeiro quadrimestre de 2022 com saldo positivo na
abertura de vagas, o que corresponde a 75% do total. Em quatro deles, o número
de contratações e de demissões foi o mesmo, com um saldo igual a 0. As outras
94 cidades (23,5%) tiveram saldo negativo no período.
Os municípios com o
maior saldo de contratações foram Curitiba (16.623), Maringá (3.027), Cascavel
(2.901), São José dos Pinhais (2.709), Toledo (2.160), Araucária (2.065),
Londrina (1.668), Colombo (1.364), Pinhais (1.343) e Francisco Beltrão (1.203).
Indústria
Dos 8.925 empregos
criados no estado em abril, a indústria foi responsável por 2.177. O segmento
de serviços liderou o ranking com 4.074 novas vagas, seguido por comércio
(2.229) e agronegócio (639). A construção civil teve desempenho negativo
(-194).
No acumulado do
ano, a indústria soma 11.805 de saldo, sendo o segundo setor que mais gerou
empregos no estado. Com o resultado de abril, os três estados do Sul estão
entre os cinco com maior saldo de vagas na indústria nacional este ano,
respondendo por 50% das novas contratações no Brasil.
Segundo o economista
da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep), Thiago Quadros, o
avanço da indústria nas contratações se dá, principalmente, a retomada da
atividade econômica.
O economista analisa que o aumento dos insumos utilizados na
operação das indústrias é o afeta hoje o desempenho do setor.
No mês de abril,
dos 24 setores da indústria de transformação avaliados pelo Caged, 17 geraram
empregos e sete mais demitiram do que contrataram. Alimentos ficou em primeiro
lugar, com 606 vagas abertas, principalmente no subsetor de fabricação e refino
de açúcar. O segundo foi produtos químicos (303), seguido por fabricação de
petróleo e biocombustível (290), com destaque para a produção de álcool;
automotivo, puxado pelo segmento de fabricação de peças e acessórios (228);
borracha e material plástico (196).
Os sete que não
performaram bem em abril foram moveleiro (-249), reparação e instalação de
máquinas e equipamentos (-229), produtos diversos (-31), produtos têxtis (-30),
setor gráfico (-12), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-10) e fabricação
de outros equipamentos de transporte (-5).
No acumulado de
janeiro a abril, só dois segmentos dos 24 ficaram abaixo do esperado. Moveleiro
(-566) e outros equipamentos de transporte (-72). Os melhores do ano são
confecções e artigos do vestuário (1.716), alimentos (1.570), automotivo
(1.518), principalmente por conta de fabricação de peças e acessórios (971);
máquinas e equipamentos (1.225) e madeira (1.128).
Fonte: CBN Curitiba /
Foto: Geraldo Bubniak/AEN