Publicado em: 01/03/2023
O ano de 2022 foi atípico e pode ser dividido em dois
momentos: primeiro semestre com arrecadação muito superior ao primeiro semestre
de 2021, fruto da recuperação econômica pós-pandemia, e segundo semestre com a
implementação da lei que reduziu a alíquota paranaense da gasolina, energia
elétrica e comunicações de 29% para 18%, gerando queda de arrecadação.
Ao longo de todo o ano, a receita de impostos (ICMS, IPVA e
ITCMD), taxas e contribuições em 2022 apresentou um crescimento real de 5% (R$
32,3 bilhões) em relação a 2021 (R$ 29,1 bilhões). A soma da receita corrente,
que inclui outras fontes, subiu 11%. As despesas correntes também cresceram, na
casa de 9% (de R$ 40,3 bilhões para R$ 46,3 bilhões), o que inclui gastos com
pessoal.
Mesmo diante dessa balança desequilibrada entre os dois
semestres, o Estado obteve um superávit primário na ordem de R$ 5,5 bilhões em
2022, situação que proporcionou ao Governo fazer frente às suas obrigações e
garantir a continuidade dos programas e projetos, mesmo com as mudanças
tributárias. Os investimentos em rodovias, educação e saúde, por exemplo,
cresceram 37% no passado, alcançando R$ 6 bilhões.
“Com todos os aumentos das despesas que pressionaram as
contas em 2022, conseguimos manter as finanças equilibradas e cumprir com
nossos deveres, garantindo serviços públicos de qualidade aos paranaenses”,
explicou o secretário da Fazenda, Renê Garcia Junior.
Foto: ricmais / Foto: Dálie Felberg/Alep