Publicado em: 27/05/2022
Nota técnica da
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), assinada em 12 de maio,
aponta aumento de 29,7% na tarifa quilométrica simples do pedágio projetado
para as rodovias do Paraná, nos novos contratos de concessão.
O valor ainda
não está fechado porque a planilha segue em discussão. Porém, pelo andar da
carruagem, as tarifas podem voltar ainda mais caras do que aquelas praticadas
até 2021 pelas concessionárias do Anel de Integração, consideradas abusivas.
A informação
sobre o estudo de recomposição foi adiantada pelo deputado Soldado Fruet
(PROS), que esteve em reunião com representantes da ANTT em Brasília. Mesmo não
citando o possível reajuste de 29%, a justificativa da agência é que tanto as
tarifas como os demais valores do estudo de viabilidade estão sempre vinculados
a uma data-base e, por isso, demandam revisão das cifras.
Nesse caso,
afirma a pasta, o que se está fazendo é a atualização da data-base dos custos
referenciais do Sistema Oficial de Custos Rodoviários (Sicro), referência para
o cálculo de previsões orçamentárias de investimentos previstos em estudos de
viabilidade.
“A atualização
dos orçamentos para data-base mais recente do SICRO segue determinação do TCU e
consiste em boa prática dos estudos de viabilidade, sendo procedimento comum
aos processos de estruturação de concessões”, afirmou nota da agência,
acrescentando que o processo das rodovias paranaenses envolve análises em
diversos órgãos e, por esse motivo, não existe um prazo fixo de andamento, e,
sim, previsões.
Nos últimos 12
meses, o Índice de Reajustamento de Obras Rodoviárias, divulgado mensalmente
pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e pela
Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra uma oscilação positiva significativa
entre os elementos de composição da tabela, variando de 5% a 60%.
Na prática,
significa que quanto mais tempo demorar o trâmite até o lançamento do edital de
concessão das rodovias, maior a chance de um novo – e maior – valor nas
cancelas do Paraná. A licitação do pedágio no Estado estava prevista para o
terceiro trimestre deste ano, mas deve ficar para 2023, por causa do
congestionamento dos prazos.
“Dentro
de no mínimo dois anos vamos pagar muito mais alto do que no último mês quando
fecharam as praças, porque o mercado flui, e a inflação está aí. Hoje é um
preço, amanhã outro, e nessa questão de obras, eles vão embutir em cima do
preço do pedágio os custos que vão ter a mais quando abrir a licitação”,
afirmou o deputado Soldado Fruet. “Vem um aumento agora, e, se demorar ainda
mais, tem o aumento inflacionário do ano que vem”.
A promessa do
governador Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD) é estabelecer um sistema de
concessão com tarifas até 50% mais baixas do que as cobradas no modelo passado,
cuja vigência terminou em novembro de 2021.
Em resposta ao
questionamento sobre o impacto da revisão dos valores nos projetos do governo,
o Departamento de Estradas e Rodagem (DER-PR) informou não ter sido “oficiado
pela ANTT ou TCU quanto a alterações nos valores tarifários que serão
praticados no novo programa de concessões de rodovias sendo elaborado pelo
governo federal”.
“O DER/PR
continua acompanhando o processo, visando garantir o melhor resultado para a
população paranaense, com uma tarifa justa, execução de obras já nos primeiros
anos dos contratos e leilão dos lotes das concessões na bolsa de valores”,
informou o departamento.
“A atualização
dos orçamentos para data-base mais recente do SICRO segue determinação do TCU e
consiste em boa prática dos estudos de viabilidade, sendo procedimento comum
aos processos de estruturação de concessões”, afirmou nota da agência,
acrescentando que o processo das rodovias paranaenses envolve análises em
diversos órgãos e, por esse motivo, não existe um prazo fixo de andamento, e,
sim, previsões.
Nos últimos 12
meses, o Índice de Reajustamento de Obras Rodoviárias, divulgado mensalmente
pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e pela
Fundação Getúlio Vargas (FGV), mostra uma oscilação positiva significativa entre
os elementos de composição da tabela, variando de 5% a 60%.
Na prática,
significa que quanto mais tempo demorar o trâmite até o lançamento do edital de
concessão das rodovias, maior a chance de um novo – e maior – valor nas
cancelas do Paraná. A licitação do pedágio no Estado estava prevista para o
terceiro trimestre deste ano, mas deve ficar para 2023, por causa do
congestionamento dos prazos.
“Dentro
de no mínimo dois anos vamos pagar muito mais alto do que no último mês quando
fecharam as praças, porque o mercado flui, e a inflação está aí. Hoje é um
preço, amanhã outro, e nessa questão de obras, eles vão embutir em cima do
preço do pedágio os custos que vão ter a mais quando abrir a licitação”,
afirmou o deputado Soldado Fruet. “Vem um aumento agora, e, se demorar ainda
mais, tem o aumento inflacionário do ano que vem”.
A promessa do
governador Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD) é estabelecer um sistema de
concessão com tarifas até 50% mais baixas do que as cobradas no modelo passado,
cuja vigência terminou em novembro de 2021.
Em resposta ao
questionamento sobre o impacto da revisão dos valores nos projetos do governo,
o Departamento de Estradas e Rodagem (DER-PR) informou não ter sido “oficiado
pela ANTT ou TCU quanto a alterações nos valores tarifários que serão
praticados no novo programa de concessões de rodovias sendo elaborado pelo
governo federal”.
“O DER/PR
continua acompanhando o processo, visando garantir o melhor resultado para a
população paranaense, com uma tarifa justa, execução de obras já nos primeiros
anos dos contratos e leilão dos lotes das concessões na bolsa de valores”,
informou o departamento.
Fonte: Portal O
BEMDITO / Foto: Arquivo ANP