Publicado em: 24/01/2023
Teremos tarifas de pedágio mais baratas na próxima concessão
do lote rodoviário no Paraná? A pergunta não tem resposta, ainda, uma resposta
que convença, apesar de o ministro dos Transportes, Renan Filho, e o governador
do Paraná, Ratinho Junior, estarem se esforçando para isso.
Finalizada em novembro de 2021, a concessão do Anel de
Integração ganha repercussão a cada dia. Afinal, o usuário do sistema
rodoviário paranaense quer saber. Agora, dividido em seis lotes e mais de 3,3
mil quilômetros de extensão, o projeto teve um avanço importante na
quinta-feira (19).
Tarifa
por menor preço
O ministro dos Transportes, Renan Filho, e o governador
paranaense, Ratinho Junior, estabeleceram que os editais serão por menor preço
de tarifa mantendo o cronograma com a garantia de obras que melhorem a
infraestrutura de transportes do estado.
São 3,3 mil quilômetros de pistas federais e estaduais – com
duplicação de 1.782 quilômetros –, mais de 600 de faixas adicionais, terceira
faixa e marginais, 10 contornos urbanos, ampliação de capacidade em quatro
serras, inclusive com rampas de escape para caminhões, e 11 áreas de descanso
para caminhoneiros. A expectativa é que 620 mil empregos sejam gerados –
indiretos, diretos e efeito-renda.
“O esforço é manter o cronograma e garantindo o leilão por
menor preço de tarifa mantendo o nosso cronograma com a garantia de obras que
melhorem a infraestrutura de transportes do estado”, afirmou o ministro dos
Transportes. “A gente espera conseguir encontrar um caminho para publicar esse
edital, que vai possibilitar um dos maiores leilões rodoviários do Brasil, o
maior no momento, e assim impulsionar o desenvolvimento do Paraná”, completou.
BRs e PRs
Dos seis lotes, os dois primeiros foram enviados ao Tribunal de Contas da União (TCU) no governo passado. O lote 1 possui 473,1 quilômetros de extensão e é composto pelas BRs 277/373/376/476/PR e PRs 418/423/427. Já o trecho 2, das BRs 153/277/369/PR e PRs 092/151/239/407/408/411/508/804/855, tem 604,16 quilômetros. Os outros quatro restantes ainda estão nas áreas técnicas do ministério e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
 09.30.19.jpg)
Em novembro de 2021, o Governo Federal, por meio do
Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), assumiu a
conservação de 1.877 quilômetros de rodovias federais paranaenses, que antes
eram administradas por seis diferentes concessionárias. “Estamos levando em
consideração tantos as necessidades econômicas do estado quanto de seus
habitantes. O que precisamos agora é manter o cronograma com o menor preço de
tarifa e a garantia de obras que melhorem a infraestrutura do estado”, detalhou
Renan Filho.
Fonte: Portal Estradas / Foto: Divulgação