Publicado em: 20/07/2022
A Petrobras informou
nesta terça-feira (19) que vai reduzir o preço da gasolina vendida às
distribuidoras a partir de quarta (20). O valor do litro passará de R$ 4,06 para
R$ 3,86 por litro. Os preços cobrados nos demais combustíveis não serão
alterados.
A redução do
preço da gasolina será de R$ 0,20 por litro, ou -4,93%. É a primeira queda
desde dezembro.
O valor volta a
ser o mesmo de maio deste ano. No último ajuste, anunciado
pela Petrobras em junho, o preço médio de venda de gasolina havia subido de
R$ 3,86 para R$ 4,06 por litro (alta de 5,18%)
Preços na
bomba
Os preços de
venda de combustíveis às refinarias pela Petrobras são um dos fatores de
composição do preço final dos combustíveis, junto com impostos e fatia de
distribuidoras e revendedores.
A Petrobras
afirma que, considerando a mistura obrigatória de 73% de gasolina A e 27% de
etanol anidro para a composição da gasolina comercializada nos postos, a
parcela da Petrobras no preço ao consumidor passará de R$ 2,96, em média, para
R$ 2,81 a cada litro vendido na bomba.
Quem apura o
valor na bomba é o levantamento
semanal da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).
Por lá, a
gasolina teve queda nas últimas três semanas, por conta da limitação
do ICMS aprovada pelo Congresso Nacional. A proposta teve origem na Câmara,
onde foi aprovada com o objetivo de reduzir os preços, principalmente, dos
combustíveis e da conta de luz em ano eleitoral.
A medida fez o
preço médio da gasolina passar de R$ 7,39 para R$ 6,07. A redução nas
refinarias deve empurrar o valor ainda mais para baixo.
A Petrobras
ainda se vale da redução dos preços do petróleo Brent desde fevereiro, que
chegaram perto dos US$ 140 no estouro da guerra na Ucrânia e hoje giram em
torno dos US$ 100.
Segundo a
petroleira, a redução "acompanha a evolução dos preços internacionais de
referência, que se estabilizaram em patamar inferior para a gasolina, e é
coerente com a prática de preços da Petrobras, que busca o equilíbrio dos seus
preços com o mercado global, mas sem o repasse para os preços internos da
volatilidade conjuntural das cotações internacionais e da taxa de câmbio".
Desde que foi
instaurada a política de paridade de preços internacionais (PPI), em 2016, a
Petrobras tenta parear o preço da gasolina na refinaria com o preço internacional.
Ou seja, os reajustes são resultado das oscilações dos preços do petróleo e do
câmbio.
Mas, mesmo com
redução dos preços das commodities, o câmbio não aliviou. No fim de maio, o
dólar comercial estava cotado na casa dos R$ 4,70. Hoje, opera
próximo aos R$ 5,40.
Fonte: G1 –
Economia / Foto: divulgação/G1