Publicado em: 28/07/2022
Entidades do
setor produtivo, empresários e demais representantes da sociedade civil
organizada de Guarapuava acompanharam, na tarde desta quarta-feira (27), uma
apresentação sobre o Plano Estadual de Logística em Transporte (Pelt 2035),
cuja elaboração se iniciou em 2016.
Realizada na
Associação Comercial e Empresarial de Guarapuava (Acig), a reunião teve como
objetivo apontar os avanços de obras nos diferentes modais e identificar
intervenções necessárias na região. O plano contempla 97 obras e projetos prioritários
para que o Estado elimine gargalos logísticos até 2035. Do total, 60% diziam
respeito a rodovias, 15% ao Porto de Paranaguá, 15% a aeroportos e 10% a
ferrovias.
O trabalho tem
coordenação técnica do Conselho Temático de Infraestrutura da Federação das
Indústrias do Paraná (Fiep) e conta com a parceria de diversas entidades do
Paraná. Além disso, está sendo apresentado em várias cidades do Estado.
Conforme o
coordenador do Conselho de Infraestrutura, que coordena os trabalhos das
entidades que participam da elaboração do plano, Edson Vasconcelos, o Pelt é um
trabalho feito a várias mãos para trazer uma visão a longo prazo daquilo que
precisamos para ter competitividade. “Um estado desenvolvido precisa ter não só
recursos naturais, código tributário adequado, energia, mas ele precisa de uma
infraestrutura adequada. Estamos aproveitando uma janela eleitoral para fazer
uma revisão do Pelt e buscando equalizar tudo aquilo que já foi feito, que está
em andamento, o que falta concluir e também fazendo alguns ajustes ao longo do período,
que pode entrar novas obras ou tirar algumas”.
Prioridade no
plano, a questão rodoviária foi a que menos teve avanço desde a elaboração do
Pelt, com apenas 2% de conclusão, aponta Edson. “A gente percebe que é a que
mais teve dificuldades de avanços, justamente pelo modelo de concessão que
vivemos. Porém, Guarapuava teve sim obras de perímetro urbano, contundentes e
robustas ela conseguiu tirar algumas obras do papel”
MODAIS
Ao destacar os
setores de transporte, o gerente de Assuntos Estratégicos, João Arthur Mohr,
que apresentou a atualização do Pelt em Guarapuava, destacou que das 97 obras
previstas, 25% estão concluídas, 55% estão em andamento ou em planejamento na
fase de projetos e 20% restantes ainda não começaram.
Sobre as rodovias, em especial da região de Guarapuava, ele comenta que todas as obras estão no plano. “Nós temos no Pelt, por exemplo a duplicação da 466, mas a duplicação completa, hoje a gente tem uma parte dela já duplicada. A gente tem que fazer essa conclusão da obra de melhoria da PR 466, depois da PR 487 no sentido a Campo Mourão que é muito usada pela região, ou então também a saída para Ivaiporã que conecta com Mauá da Serra que é muito usada para o Centro do Estado. E na BR 277, que é o principal eixo de ligação de Guarapuava, seja com o Oeste a Cascavel, seja com a região metropolitana de Curitiba, o pedágio que vai vir, que deve ser licitado, a gente vai falar qual as obras previstas e qual o cronograma das obras”. Junto a isso, ele explica a situação do pedágio no Estado e como as entidades coordenadoras do plano estão vendo o desenrolar das novas concessões. Segundo João Arthur, o plano de obras apresentado pelo Governo Federal para o pedágio é muito grande. “Uma duplicação completa da BR 277, desde Foz do Iguaçu até Paranaguá, alguns trechos já estão duplicados, mas ela completa até o oitavo ano de concessão. São trinta anos de concessão, mas as obras estarão concentradas todas nos primeiros oito anos. Mas, claro tem o ônus do pagamento do pedágio, a gente tem que ter uma tarifa justa, é o que a Fiep sempre defendeu. A garantia da execução de obras dentro do cronograma e a ampla transparência para que a população possa acompanhar todo o processo”.
Foto: Ilustrativa/Geraldo
Bubniak/ANPr
FERROESTE
A Nova
Ferroeste também foi destacada na apresentação e, conforme Edson Vasconcelos,
ela será uma obra que está no Pelt e surgiu a partir de uma demanda de diversas
regiões, especialmente as maiores produtoras do Estado. “Principalmente a
região de Guarapuava que chega até Cascavel, porque é o trecho da Ferroeste.
Então foi um movimento regionalizado. Mas vai haver com certeza contribuições,
inclusive da modelagem. Estamos bem confiantes que é uma das obras que sai a
curto prazo”, afirmou Edson. Em relação às ferrovias, nenhuma obra foi
finalizada, mas 88% estão em execução.
A atualização
do plano mostra que o setor aeroviário foi o que mais cresceu nos últimos cinco
anos, com 81% das obras concluídas. “O modal aeroviário previsto a cinco anos,
previa o fortalecimento da aviação regional. Foi um dos que mais avançou nos
últimos cinco anos porque foi implantado o programa Voe Paraná. Agora nós temos
Guarapuava com voos para Campinas, Ponta Grossa com voos diários para São Paulo,
Pato Branco para Curitiba”, disse João, destacando o aeroporto de Guarapuava. “Felizmente
nós tivemos o aeroporto de Guarapuava. Uma confluência de esforços estaduais e
municipais para que eles viabilizem e hoje a gente tem vários voos para a
região de São Paulo. E vamos torcer para que tenhamos mais voos, mais horários
disponíveis, mais isso a demanda é quem vai mandar”.
Fonte: Correio
do Cidadão / Foto: Redação/Correio