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Polícia Federal faz operação contra roubos de carga em AL e mais cinco estados
Uma operação da Polícia Federal contra suspeitos de roubos
de carga em Alagoas e mais cinco estados prendeu 32 pessoas nesta terça-feira
(17). A operação denominada Transbordo cumpre 176 mandados judiciais expedidos
pela 17ª Vara Criminal de Maceió. Estima-se que a organização criminosa tenha
causado um prejuízo superior a R$ 8,6 milhões, só em relação a roubo de cargas
e caminhões.Inicialmente, a Polícia Federal havia informado que tinham
sido expedidos 64 mandados de prisão e 106 de busca e apreensão. O número foi
atualizado às 10h40. Uma nova atualização foi feita às 12h50, mudando os
números para 66 mandados de prisão e 107 de busca e apreensão, além de 3 de
interdição de empresas.A operação ocorreu em Maceió, São Paulo, Rio de Janeiro,
Bahia, Ceará e Pernambuco.Segundo a PF, 5 pessoas foram presas em Alagoas, mas a
maioria dos mandados foi cumprida em São Paulo, onde houve 13 prisões. As
outras aconteceram na Bahia (12), e no Rio de Janeiro (2). Ao todo, os mandados foram expedidos para: São Paulo - 48 de busca e apreensão e 25 de prisão;Bahia - 37 de busca e apreensão e 25 de prisão;Alagoas - 18 de busca e apreensão e 12 de prisão;Rio de Janeiro - 2 de busca e apreensão e 2 de prisão;Pernambuco - 1 de busca e apreensão e 1 de prisão;Ceará - 1 de busca e apreensão e 1 de prisão. Segundo a PF, as empresas que tiveram mandados de interdição
expedidos estão envolvidas em receptação de mercadorias roubadas, na cidade de
São Miguel dos Campos, Litoral Sul de Alagoas.Segundo a PF, a operação é para desarticular uma organização
criminosa que atua em diversos estados do Nordeste e do Sudeste, valendo-se de
falsas comunicações de crimes de roubo, além de adulteração de veículos, golpes
em seguradoras e outros delitos.As investigações começaram há cerca de um ano, com um roubo
de carga em Alagoas. “Houve o flagrante e com o aprofundamento das
investigações se identificou que na verdade não foi um caso esporádico, mas sim
havia uma quadrilha por trás atuando dessa forma”, afirmou o superintendente da
PF em Alagoas, Rolando Alexandre de Souza.A organização criminosa contava com a participação dos
motoristas dos caminhões, que simulavam terem sido sequestrados por
assaltantes, enquanto outros integrantes realizavam a desativação dos
dispositivos de segurança do caminhão e a subtração da carga. Depois disso, o
motorista ia até a polícia para registrar a falsa comunicação do crime.Segundo as investigações, a organização criminosa não tinha
um tipo de mercadoria preferencial como alvo. Eles atuavam em qualquer frente,
desde que fosse mercadoria (têxtil, eletrônicos, alimentos etc).A investigação foi realizada pela Superintendência da
Polícia Federal em Alagoas, com o apoio da Polícia Rodoviária Federal.
Fonte: G1