Publicado em: 10/05/2023
Para 90% do
mercado, a política econômica do Governo Lula está caminhando na direção errada. O número faz parte
de pesquisa da Genial Investimentos e da Quaest Pesquisa e Consultoria,
divulgada nesta quarta-feira (10/5).
Porém, a
fatia de executivos pessimistas quanto aos rumos da economia sob Lula diminuiu
em relação à 1ª edição da pesquisa
“O que pensa o mercado financeiro”, de março de 2023. À época, 98% dos entrevistados afirmavam
que a política econômica do governo estaria no rumo errado.
A pesquisa,
divulgada nesta quarta-feira (9/5), consultou 92 executivos ligadas a fundos de
investimentos com sede nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, entre os dias 4 e 8 de maioA
expectativa para os próximos 12 meses também melhorou, já que saiu de 78% para
61% a parcela de operadores do mercado financeiro que consideram haver uma
tendência de piora nos próximos meses no que se refere à economia. Outros 13%
dizem esperar uma melhora, enquanto 26% consideram que haverá um manutenção do
cenário atual.
Taxa Selic
A pesquisa
ainda aponta que 80% do mercado considera que o governo não está preocupado com
a queda da inflação. Vale destacar que as entrevistas foram realizadas após a a
última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC), que manteve a taxa Selic em 13,75%.
Para 88% dos
entrevistados, a decisão do comitê foi acertada ao não alterar a taxa de juros
pela sexta vez. A medida adotada pelo
comitê foi alvo de críticas do governo federal.
A maior
parcela dos executivos diz esperar que a taxa Selic caia ainda neste ano. Na
análise de 34% dos entrevistados, o Copom deve decidir pela redução em agosto.
Os palpites para setembro e novembro pontuam 25% e 20%, respectivamente.
Risco de recessão
Diminuiu a
proporção de executivos que consideravam haver risco de recessão neste ano. Em
março, 73% afirmavam estar pessimistas quanto ao risco do país entrar em
recessão. Nessa última edição, porém, 40% consideram o cenário plausível.
A opinião do
mercado sobre o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, também melhorou. Em
março, ele tinha apenas 10% de aprovação. Atualmente, são 26%.
No período
entre a realização das pesquisas, Haddad apresentou o novo arcabouço fiscal,
regramento que vai substituir o teto de gastos. A ideia do novo
arcabouço é estabilizar a dívida pública, equilibrar contas do governo e aumentar investimento em
áreas prioritárias, garantindo credibilidade e mais confiança do mercado.
Apenas 3%
dos operadores do mercado financeiro consideraram a proposta apresentada como
positiva. Já 49% afirmaram ser regular, enquanto 48% dizem ser negativa.
Fonte:
Metrópoles/ Foto: Reprodução