Publicado em: 06/04/2022
A Portos do
Paraná leiloou uma área na semana passada por R$ 30 milhões. A FTS Participações
Societárias S/A arrematou a área PAR32, de carga geral. Antes e depois da
disputa na Bolsa de Valores, no entanto, há um longo caminho até a assinatura
do contrato e início da operação, que deve começar daqui a dois ou três meses,
segundo a expectativa da empresa pública.
O processo teve
início com a elaboração do estudo para verificar se a viabilidade técnica,
financeira e ambiental da concessão. Na sequência, após verificação da área
técnica da Portos do Paraná e aprovação, foram feitas as minutas do edital e do
contrato, com oficialização do poder público municipal (Prefeitura de
Paranaguá) e da Receita Federal, com a validação da Agência Nacional de
Transportes Aquaviários (Antaq).
A fase seguinte foi a de audiência e consulta públicas e eventuais
melhorias nos estudos e minutas. Uma vez aprovado, o processo seguiu com o
encaminhamento dos documentos para os tribunais de contas da União e Estado.
Com o acórdão dos órgãos fiscalizadores, foi publicado o edital de
licitação da área. Essa é a fase externa do processo. Ou seja, o leilão em si
começou dias antes da data propriamente definida para a disputa.
Os interessados entregaram as propostas e a Comissão de Licitação de
Áreas Portuárias (CLAP) da Portos do Paraná avaliou a aptidão. O leilão, então,
aconteceu apenas com as classificadas. Ele foi por maior outorga e partiu de um
lance mínimo de R$ 1. No viva voz, a Teapar ofertou R$ 25 milhões pela área,
valor coberto pelo lance de R$ 30 milhões da FTS Participações.
Agora, depois que o grupo vencedor do leilão entregar os documentos do
envelope 3, no próximo dia 11, a CLAP divulga a ata e começam a correr novos
prazos, disponíveis no estudo completo, no site da Portos do Paraná.
Concluídas todas as etapas da licitação, o próximo passo é a transição
da atual arrendatária para o novo grupo que assume a área. Inicialmente é
preciso haver a homologação do objeto leiloado. Na sequência, a Gerência de
Arrendamentos deve seguir o rito da assinatura do contrato.
Somente após cumpridos esses requisitos pré-contratuais é que pode haver
ocupação pela atual vencedora do leilão. Esses detalhes estão disponíveis na
Seção III – Volume 3 – da habilitação do edital. “É bom frisar que esses
requisitos são obrigatórios e vinculativos. A nossa expectativa é que entre 60
e 90 dias já estejamos com o contrato celebrado e já tenhamos autorizado o
início dos trâmites de assunção da área e obras, como descrito no edital”,
destaca o gerente de arrendamentos da Portos do Paraná, Rossano Reolon.
Na Portos do Paraná, o processo de concessão é gerido pela Gerência de
Arrendamentos, com auxílio das diretorias de Engenharia, Operações, Ambiental,
Administrativa Financeira e Jurídica, além de envolver diretamente a
presidência e a comunicação para garantir a transparência do processo.
Externamente, os estudos e o processo passam pela Empresa de
Planejamento e Logística (EPL), do governo federal, Agência Nacional de
Transporte Aquaviário (Antaq), Tribunal de Contas da União, Secretaria Nacional
de Portos e Transporte Aquaviário, Ministério de Infraestrutura, Secretaria
Especial do Programa de Parcerias de Investimentos (PPI), Instituto Água e
Terra, Ibama, Prefeitura de Paranaguá, Receita Federal e, contratada para o
leilão, a B3.
Fonte: Canal
Rural / Foto: Félix Leal/AEN