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Portos de Santos e Paranaguá recebem menos caminhões com grãos em junho
A chegada de caminhões com grãos aos portos de Santos (SP) e
Paranaguá (PR), por onde é escoada boa parte da safra agrícola brasileira, está
menor na parcial de junho em meio às discussões sobre o tabelamento de fretes,
embora algumas logísticas e negócios pontuais tenham impedido uma retração
ainda maior.Em Santos, o principal porto da América Latina, chegaram
22,4 por cento menos caminhões nos dez primeiros dias do mês frente igual
momento do ano passado, totalizando cerca de 13 mil veículos, segundo a Companhia
Docas do Estado de São Paulo (Codesp).Essa quantidade é ainda 25 por cento menor frente os mais de
17 mil observados entre 1º e 10 de maio, antes dos protestos dos caminhoneiros.Em Paranaguá, a diminuição foi de 14,2 por cento entre 1º e
14 deste mês. Conforme a administração portuária (Appa), uma média de 1.098
caminhões carregados com grãos chegou ao porto nesse período, ante 1.281 na
comparação anual.As chegadas têm sido suficientes para garantir os embarques,
mas não para recompor os estoques locais, disse a Appa, acrescentando que as
reservas estão na metade da capacidade máxima de 1,5 milhão de toneladas desde
os protestos de caminhoneiros.Em Paranaguá, a diminuição foi de 14,2 por cento entre 1º e
14 deste mês. Conforme a administração portuária (Appa), uma média de 1.098
caminhões carregados com grãos chegou ao porto nesse período, ante 1.281 na
comparação anual.As chegadas têm sido suficientes para garantir os embarques,
mas não para recompor os estoques locais, disse a Appa, acrescentando que as
reservas estão na metade da capacidade máxima de 1,5 milhão de toneladas desde
os protestos de caminhoneiros. Logísticas e negóciosAssociações do agronegócio vêm relatando que as indefinições
quanto à tabela de fretes têm travado negócios e o escoamento, principalmente
de soja, cuja safra recorde acabou de ser colhida.Na véspera, o Supremo Tribunal Federal (STF) suspendeu ações
contra o tabelamento, mantendo-o em vigor pelo menos até quarta-feira da
próxima semana, quando o ministro Luiz Fux realizará uma audiência com as
partes envolvidas.“Temos a expectativa de que o ministro (Fux) tome um decisão
de, neste primeiro momento, dar tempo para as partes dialogarem e buscarem um
acordo”, afirmou o assistente executivo da Associação Nacional dos Exportadores
de Cereais (Anec), Lucas Trindade.A entidade informou nesta sexta-feira que a exportação de
soja do Brasil entre 3 e 9 de junho caiu em meio aos efeitos da greve dos
caminhoneiros e problemas para contratar frete em função da tabela mínima aprovada
pelo governo.Mas Trindade explicou que Paranaguá, ao contrário, conta com
uma logística mais favorável para recebimento de soja, uma vez que há mais
silos próximos e cooperativas com caminhões próprios. O Paraná é o segundo
maior produtor da oleaginosa, atrás apenas de Mato Grosso.“Paraná tem uma logística menos prejudicada dada a
proximidade dos silos com o porto. É muito diferente do cenário geral do
Brasil. Não são muitas cargas interestaduais (que chegam à Paranaguá)”,
explicou.Em Santos, a ferrovia tem um papel importante no recebimento
de cargas, o que ajuda a evitar uma redução maior nos estoques e nas
movimentações nos terminais.“O modal rodoviário representa 61 por cento do total do
açúcar, 19 por cento do farelo, 25 por cento do milho e 51 por cento da soja… O
restante chega por ferrovia”, destacou a Codesp.Uma fonte do setor de soja afirmou à Reuters, sob condição
de anonimato, que algumas empresas têm usado frotas próprias ou realizando
“acordos específicos” para o escoamento de soja de armazéns até os portos, à
revelia da tabela de fretes, garantindo uma parte do fluxo de transporte.Conforme a fonte, esses negócios são para honrar contratos
de exportação. Já a retirada do produto nas propriedades “não está ocorrendo”.
Fonte: NTC&Logística