Publicado em: 25/04/2022
Demanda crescente e mercado aquecido na comercialização dos
fertilizantes fazem aumentar a procura pelos portos do Paraná para a descarga
dos produtos. Acompanhando a alta nos volumes de desembarque em Paranaguá e
Antonina, observada desde o segundo semestre de 2021, a administração dos
portos atualizou as regras operacionais.
Segundo a Portos do Paraná, a autoridade portuária, as mudanças
proporcionaram aumento em quase 30% nos níveis de produtividade para cada
operação de descarga dos granéis de importação. “O Porto de Paranaguá tem uma
das melhores pranchas médias operacionais para o desembarque dos produtos entre
os portos brasileiros. Para garantir maior eficiência no segmento de
fertilizantes, a prancha média, varia de 6 mil a 9 mil toneladas por dia, por
berço ou navio”, afirma o diretor-presidente Luiz Fernando Garcia.
A média de descarga tem sido de cerca de 40 mil toneladas, ou
seja, quase dois navios por dia, considerando o que vem sendo descarregado, mês
a mês, de outubro de 2021 até março deste ano.
Além da mudança nas regras, o porto investiu em balanças, o que
acabou agilizando o atendimento dos caminhões à demanda da descarga no cais.
“Subimos de 800 mil toneladas/mês para mais de um milhão de toneladas”, afirma
o diretor de Operações, Luiz Teixeira da Silva Júnior.
Ele lembra que manter a fluidez e a agilidade na descarga dos
navios que trazem os granéis de importação, não depende apenas da produtividade
do costado. “Depende do destino do produto – para qual armazém vai; das
condições do armazém – os horários; as condições de retirada da mercadoria,
carregando para o Interior; entre outros fatores, como a chuva também”, comenta
Teixeira. Em março, foram quase 12 dias de chuva.
O gerente executivo do Sindicato da Indústria de Adubos e
Corretivos Agrícolas do Estado do Paraná (Sindiadubos), Décio Luiz Gomes,
explica que o fertilizante que chega neste ano – janeiro, fevereiro, março e
abril – já estava comprado desde o ano passado, entre setembro e outubro.
Segundo o representante do segmento, os países importadores de
fertilizantes – não apenas o Brasil – acabaram antecipando a compra dos
produtos, diante de “uma certa falta de matéria prima para a fabricação” e da
crise energética no mundo.
Os portos paraenses são as principais entradas dos fertilizantes
no país. Dados do Ministério da Economia (ComexStat) demonstram que no primeiro
trimestre cerca de 31,5% dos produtos importados pelo Brasil chegaram por
Paranaguá e Antonina.
Na quarta-feira (20), 18 navios aguardavam para descarregar
cerca de 585 mil toneladas de fertilizantes no Porto de Paranaguá.
Fonte: Portos e
Navios / Foto: divulgação/Portos e Navios