Publicado em: 09/09/2022
Os Portos do Paraná, que nos últimos anos têm batido
recordes de movimentação de cargas e recebido prêmios nacionais por seu modelo
de gestão e organização, deverá continuar a receber investimentos para melhoria
da infraestrutura e da administração.
As intervenções propostas devem elevar ainda mais a
capacidade de importação e exportação através das estruturas instaladas em
Paranaguá e Antonina, que tiveram a maior movimentação da história em 2021, com
57,5 milhões de toneladas. Elas também devem garantir mais segurança das
mercadorias e de todos os profissionais envolvidos nos processos diários dos
portos.
Entre as iniciativas, destaca-se a Moega Ferroviária do
Corredor de Exportação. Também chamado de Moegão, o projeto vai receber cerca
de R$ 500 milhões para adequação do acesso, redistribuição das faixas internas
e posicionamento das balanças e das moegas, destinadas ao depósito de grãos,
cuja descarga ferroviária será centralizada em uma estrutura única.
Atualmente, 14,9% das cargas chegam ao porto pela ferrovia,
mas a previsão é equalizar essa logística, com 50% dos carregamentos vindos
pelos trens e a outra metade por caminhões. A mudança vai ampliar a capacidade
de descarga de 550 para 900 vagões carregados com grãos por dia no porto de
Paranaguá. Também serão reestruturados os acessos dos terminais da parte Leste
do Porto, otimizando a capacidade de recepção de cargas também pelo modal
rodoviário.
Segundo Ratinho Junior, a construção do Moegão, que está em
processo licitatório, resultará na redução de custos e aumento da eficiência
logística, melhorando a competitividade do Paraná em relação aos outros portos
do país. “Nós vamos ampliar em 65% a capacidade do Porto de Paranaguá,
melhorando a eficiência e atendendo uma demanda do agronegócio brasileiro”,
afirma.
Para a segurança das embarcações que trafegam na região,
será mantido o programa de dragagem continuada para remoção do assoreamento dos
canais de acesso da baía de Paranaguá. A medida também permite que navios
maiores e com maior capacidade de carga circulem pelo canal, tornando-o mais
atrativo para exportação e importação.
O planejamento também prevê a construção do dolfin de
amarração no píer público de granéis líquidos, que são inflamáveis, aprimorando
as condições de segurança de amarração para os navios e reduzindo riscos de
potenciais acidentes.
EFICIÊNCIA NO USO DAS ÁREAS – Para melhorar ainda mais a
gestão portuária, que já recebeu nos últimos três anos o reconhecimento do
Ministério da Infraestrutura como a melhor do Brasil, Ratinho Junior aposta na
modernização dos processos administrativos, com a integração entre os sistemas
de gerenciamento e monitoramento de tráfego marítimo e comunidade portuária.
A atração de novos investimentos privados também faz parte
da estratégia. A meta é realizar leilões para a exploração das áreas
remanescentes, o que transformará a Portos do Paraná na primeira autoridade
portuária do Brasil com todas as áreas dentro da poligonal do porto organizado
adequadamente exploradas.
“Com um espaço físico ampliado, você precisa de mais
colaboradores fazendo a gestão da carga e atrai outras empresas a exportarem
pelo Porto de Paranaguá. Um cartão de visitas que influencia muito na geração
de empregos no nosso litoral”, defende Ratinho Junior.
CURITIBA
Fonte: Jornal do Oeste / Foto: Divulgação/Jornal do Oeste