Publicado em: 23/05/2022
Os portos do Paraná preveem receber, nos próximos dois anos, cerca
de R$ 2,3 bilhões em obras. Além dos investimentos que chegam com a atração de
novos negócios (cerca de R$ 1,61 bilhão), decorrentes de novos contratos de
arrendamentos de áreas, o Governo do Estado, através da empresa pública que
administra os terminais de Paranaguá e Antonina, vai aplicar R$ 678
milhões até 2024.
Essencial para o desenvolvimento do Brasil, geração de emprego e
renda, a infraestrutura portuária do Estado tem recebido investimentos
recordes. De 2019 até 2021, foram aplicados mais de R$ 437 milhões nos portos
paranaenses. Neste ano, as obras em andamento já somam R$ 77,67 milhões, em
recursos próprios.
“Graças ao compromisso do Governo do Estado, ao alto nível técnico
dos nossos funcionários e ao trabalho incansável da comunidade portuária,
alcançamos um índice de mais de 76% na execução dos investimentos planejados”,
disse o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia da Silva.
O percentual é considerado o maior do Brasil, entre os portos
públicos do País, segundo o governo federal.
Futuro
O investimento público previsto para os projetos futuros vai
modernizar ainda mais a estrutura. Entre eles, está o estudo de modelagem e a
execução das obras de otimização do Corredor de Exportação Leste do Porto de
Paranaguá, incluindo a construção (em duas etapas) do Píer em “T”, com quatro
novos berços para o escoamento dos granéis vegetais.
O projeto básico já foi finalizado e prevê capacidade de embarque
de 32 mil toneladas, por hora, em oito linhas integradas.
Também do lado leste do cais, o “Moegão” vai centralizar as
descargas ferroviárias e receber até 180 vagões simultâneos, em três linhas
independentes e 11 terminais interligados.
O investimento estimado para essa etapa é de cerca de R$ 514
milhões, para a implantação das obras civis, eletromecânicas, ferroviárias e
rodoviárias de todo o complexo. Em recursos próprios, serão quase R$ 500
milhões.
A pavimentação da área do antigo “Silinho”, demolido neste ano,
também está em fase de licitação. Serão R$ 3,5 milhões em investimentos, em uma
área importante da faixa portuária que passará a receber novas cargas.
Em andamento
A Portos do Paraná segue, ainda, com os projetos de ampliação da
capacidade de recepção de caminhões (R$ 90 milhões)
Outros R$ 52,35 milhões em investimentos estão previstos na
elaboração de projetos e termos de referência, incluindo melhorias no cais e
edifícios do Porto de Paranaguá, além do acesso viário ao Porto de Antonina.
Também seguem acontecendo as obras de dragagem continuada (R$ 403
milhões até 2023) e a derrocagem da Pedra Palangana (R$ 32,6 milhões).
Empresas acreditam no potencial da Portos do Paraná
e investem no Estado
Oportunidade de bons negócios e confiança dos investidores na
gestão portuária do Estado têm atraído investimentos importantes do setor
privado em Paranaguá e Antonina. Confira os principais, entre os que estão em
andamento e os futuros:
Celulose
Depois de duas décadas sem novos arrendamentos no Porto de
Paranaguá, em agosto de 2019, os governos do Paraná e federal realizaram o
leilão da área PAR01, de 27.530 metros quadrados, para movimentação de
celulose. Menos de dois anos depois, a Klabin, que arrematou o terminal, se
prepara para o início das operações.
As obras começaram em junho de 2021 e estão avançadas. A
expectativa é que sejam concluídas até o final deste ano. O investimento total
é de R$ 120 milhões.
Veículos
Há um ano, a empresa Ascensus Gestão e Participações arrendou
a área PAR12, onde vai construir um novo terminal dedicado para a movimentação
de veículos. Serão cerca de R$ 22 milhões em obras e infraestrutura.
Além do investimento que será ao longo dos próximos 25 anos, o
porto recebe os valores do lance dado em leilão: R$ 25 milhões. Isso porque o
processo foi conduzido pela empresa pública, primeira autoridade portuária do
País a receber autonomia para administrar os contratos de exploração de áreas,
em agosto de 2019.
A Ascensus já obteve o alvará de construção do município
e a licença prévia do Ibama. A empreiteira está contratada para a obra e
aguarda a Licença de Instalação para iniciar as obras.
Carga Geral
Em março deste ano, o Paraná licitou mais uma área em pregão na
Bolsa de Valores de São Paulo (B3). A empresa FTS Participações Societárias
arrematou a PAR32 por R$ 30 milhões. A nova arrendatária assume a área com a
obrigação de investir o valor mínimo de R$ 4,17 milhões ao longo de 10 anos,
além de efetuar os pagamentos mensais pela ocupação.
Granéis sólidos e exportação
A nova estrutura de carregamento de granéis por esteiras
transportadoras é um investimento privado da Paraná Operações Portuárias
(Pasa). Na primeira fase da expansão, a empresa constrói uma nova linha de
embarque e pretende instalar um novo shiploader, para movimentar até 2,5 mil
toneladas/hora.
A segunda fase, prevista para o próximo ano, inclui a edificação
de um novo armazém, com capacidade para 60 mil toneladas de açúcar ou 45 mil toneladas
de outros granéis sólidos. No total, serão R$ 117,7 milhões de investimentos
que devem aumentar a capacidade do terminal, passando de 3,6 milhões de
toneladas/ano, para 6,7 milhões de toneladas/ano.
Grãos e farelo
A Coamo investiu R$ 200 milhões na construção do Terminal
Portuário II, em Paranaguá, para atender as exportações de grãos e farelos. Com
três silos e um armazém graneleiro, a estrutura tem capacidade total de
armazenagem de 150 mil toneladas.
O terminal conta com cinco moegas, com capacidade operacional para
recebimento de 1.380 toneladas/hora, e tombadores para caminhões que facilitam
o fluxo da movimentação no corredor de exportação. Somados ao outro terminal
existente, a cooperativa tem capacidade para embarque de até 7 mil toneladas/dia.
Antonina
O Porto Ponta do Félix (PPF) está construindo seis novos silos
para cereais e um novo armazém para fertilizantes. A capacidade estática atual
é de 270 mil toneladas, mas com os projetos de expansão em andamento vai
superar 430 mil toneladas, após a conclusão das obras.
Fonte: A Rede / Foto:
Flavio Berger/Fotoimagem