Publicado em: 02/05/2022
A atividade portuária é a principal responsável
pelos empregos gerados em Paranaguá e Antonina. São mais de 9 mil trabalhadores
envolvidos diretamente com as operações dos Portos do Paraná, incluindo a
armazenagem de produtos.
Além disso, as
instalações geram milhares de postos de trabalho indiretos, no transporte de
cargas, nos serviços aos caminhoneiros, no comércio das cidades e no
atendimento aos portuários.
Dados do
Ministério da Economia mostram que quase metade dos empregados nas cidades de
Paranaguá e Antonina estão ligados aos portos. “A atividade é essencial para a
economia. Hoje, um em cada cinco postos de trabalhos abertos nos municípios tem
relação direta com serviços portuários”, explica o diretor-presidente da
empresa pública, Luiz Fernando Garcia.
“O porto
movimenta restaurantes, padarias, hotéis, lojas. Todos os meses, em média, são
R$ 33 milhões em salários que são gastos no setor de comércio e serviço, pelos
trabalhadores portuários”, afirma.
O impacto
positivo é sentido, também, nas cidades de origem e destino dos produtos que
chegam via portos, nos serviços de beira de estrada que atendem os
caminhoneiros e nas vagas abertas nas obras que acontecem para atender a
demanda de transporte e armazenagem. Com efeito cascata, os portos são
responsáveis pelo desenvolvimento do Estado e do País.
Segundo o
secretário nacional de Portos de Transportes Aquaviários do Ministério da
Infraestrutura, Diogo Piloni, a atividade colabora com a geração e manutenção
do emprego e renda dos brasileiros. “Os portos conectam trabalhadores no campo,
na indústria, nas estradas e ferrovias, contribuindo para o crescimento da
economia do Brasil, como um todo”, destacou ele em visita ao Porto de
Paranaguá, na quinta-feira (28).
A Portos do
Paraná lançará neste mês de maio uma campanha sobre o papel da atividade
portuária para todos os trabalhadores, mesmo aqueles que não sabem que são
impactados, de alguma forma, pelos portos. Os anúncios e o vídeo foram
produzidos em parceria com a Secretaria de Estado da Comunicação Social e da
Cultura, seguindo a linha usada na série Porto Explica, que abordou o tema em
um episódio especial.
A Portos do
Paraná reuniu nesta sexta-feira (29) oito entidades representativas das classes
de trabalhadores que atuam no Porto de Paranaguá. A empresa pública mantém uma
relação estreita com os diversos setores da comunidade portuária e, adiantando
as comemorações do Dia do Trabalho (1º de maio), agradeceu o empenho de todos
nos serviços prestados à atividade portuária.
De acordo com o
diretor de desenvolvimento empresarial, André Pioli, a aproximação permite
ouvir, dialogar e melhorar pontos do dia a dia. “Não podemos pensar no avanço
do porto sem a colaboração dos trabalhadores, que são a verdadeira engrenagem
da atividade portuária”, afirma.
Todos os dias,
cerca de 4 mil pessoas circulam, em média, nos portos de Paranaguá e Antonina.
O número inclui 535 funcionários da empresa pública, trabalhadores de empresas
terceirizadas, dos operadores portuários e dos terminais, motoristas
profissionais, trabalhadores portuários avulsos (TPAs), entre outras
categorias.
Estivador há 40
anos e atualmente secretário do Trabalho e Assuntos Sindicais de Paranaguá,
João Lozano, ressalta a qualificação dos trabalhadores portuários paranaenses.
“A mão de obra do TPA, em especial da estiva, é reconhecida mundialmente pela
excelente estivagem. É um trabalho notável desenvolvido juntamente com o Porto
de Paranaguá, o melhor do Brasil”, afirma.
O presidente do
Sindicato dos Vigias e da Intersindical, Marcos Ventura Alves, enalteceu o
trabalho de todos os setores que atuam na cidade. “O porto é destaque graças ao
trabalho das cooperativas, dos sindicatos, o pessoal que fica na retaguarda e a
administração do Porto. É um trabalho de muita parceria”, destaca.
Fonte: Correio do
Litoral / Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná