Publicado em: 13/03/2023
Os problemas registrados há meses na BR-277, que liga
Curitiba ao litoral do Paraná, estão prejudicando o escoamento da safra no
estado. Caminhões enfrentam dificuldades para chegar à rodovia considerada a
principal rota para o Porto de Paranaguá.
A estrada enfrenta problemas desde o ano passado, por causa
de deslizamentos de terra. Na última semana, o asfalto afundou em outro trecho.
O trânsito funciona em meia pista em dois pontos.
Nas cooperativas, os caminhões chegam um atrás do outro,
trazendo a soja recém colhida. Porém, a carga enche os armazéns, mas demora pra
sair.
A Coamo está entre as maiores exportadoras de grãos do país.
Nesta safra, deve vender mais de quatro milhões de toneladas para a China,
países da Europa, África e Oriente Médio.
A maior parte das exportações é de soja, que já lota os
silos próprios da cooperativa. Com dificuldades no transporte da safra, falta
espaço pra estocar a produção.
A cooperativa precisou providenciar silos temporários, as
chamadas bolsas, e nove silos infláveis - cada um com capacidade para sete mil
toneladas.
O presidente executivo da Coamio, Airton Galinari, explica
que o setor está no pico da safra e a ocupação dos armazéns se tornou um problema
sério.
"Nós precisamos ir liberando espaços durante a safra
para ir acomodando o produto que está vindo e, quando isso sofre uma
interrupção ou sofre uma mudança na logística, a gente acaba tendo que optar as
novas alternativas pra armazenar. E isso tudo gera novos custos não
previstos", explica.
O gerente de produção da Coamo, José Carlos de Andrade,
explica que há um prazo máximo de armazenamento dos grãos. Na medida em que o
tempo passa, a qualidade da soja diminui, o produto perder qualidade industrial,
e o prejuízo só aumenta.
"Estamos com muitos caminhões represados, devido a
problemas na rodovia", diz.
Os custos com o atraso no transporte e escoamento da safra
só vão amentando. A Coamo calcula um prejuízo de R$ 600 mil por dia.
Exportadores
desviam navios para outros portos
Com a imprevisibilidade da BR-277, exportadores também estão
tendo que mudar rotas. Navios estão sendo desviados do Porto de Paranaguá para
o de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, por exemplo.
A fila de navios no porto paranaense gera um custo
milionário a exportadores. O diretor da Associação dos Terminais de Exportação
de Paranaguá, André Miragliano, explica que um navio parado nessa espera custa
cerca de 40 mil dólares por dia.
De acordo com ele, essa conta acaba sendo paga por toda a
cadeia produtiva.
Fonte: G1 – Paraná RPC / Foto: José Fernando
Ogura/Arquivo AEN
Os problemas registrados há meses na BR-277, que liga
Curitiba ao litoral do Paraná, estão prejudicando o escoamento da safra no
estado. Caminhões enfrentam dificuldades para chegar à rodovia considerada a
principal rota para o Porto de Paranaguá.
A estrada enfrenta problemas desde o ano passado, por causa
de deslizamentos de terra. Na última semana, o asfalto afundou em outro trecho.
O trânsito funciona em meia pista em dois pontos.
Nas cooperativas, os caminhões chegam um atrás do outro,
trazendo a soja recém colhida. Porém, a carga enche os armazéns, mas demora pra
sair.
A Coamo está entre as maiores exportadoras de grãos do país.
Nesta safra, deve vender mais de quatro milhões de toneladas para a China,
países da Europa, África e Oriente Médio.
A maior parte das exportações é de soja, que já lota os
silos próprios da cooperativa. Com dificuldades no transporte da safra, falta
espaço pra estocar a produção.
A cooperativa precisou providenciar silos temporários, as
chamadas bolsas, e nove silos infláveis - cada um com capacidade para sete mil
toneladas.
O presidente executivo da Coamio, Airton Galinari, explica
que o setor está no pico da safra e a ocupação dos armazéns se tornou um problema
sério.
"Nós precisamos ir liberando espaços durante a safra
para ir acomodando o produto que está vindo e, quando isso sofre uma
interrupção ou sofre uma mudança na logística, a gente acaba tendo que optar as
novas alternativas pra armazenar. E isso tudo gera novos custos não
previstos", explica.
O gerente de produção da Coamo, José Carlos de Andrade,
explica que há um prazo máximo de armazenamento dos grãos. Na medida em que o
tempo passa, a qualidade da soja diminui, o produto perder qualidade industrial,
e o prejuízo só aumenta.
"Estamos com muitos caminhões represados, devido a
problemas na rodovia", diz.
Os custos com o atraso no transporte e escoamento da safra
só vão amentando. A Coamo calcula um prejuízo de R$ 600 mil por dia.
Exportadores
desviam navios para outros portos
Com a imprevisibilidade da BR-277, exportadores também estão
tendo que mudar rotas. Navios estão sendo desviados do Porto de Paranaguá para
o de São Francisco do Sul, em Santa Catarina, por exemplo.
A fila de navios no porto paranaense gera um custo
milionário a exportadores. O diretor da Associação dos Terminais de Exportação
de Paranaguá, André Miragliano, explica que um navio parado nessa espera custa
cerca de 40 mil dólares por dia.
De acordo com ele, essa conta acaba sendo paga por toda a
cadeia produtiva.
Fonte: G1 – Paraná RPC / Foto: José Fernando
Ogura/Arquivo AEN