Publicado em: 07/03/2022
A produção de
café no Paraná deve ter quebra de 40% em relação à previsão para 2022, de
acordo com estimativa do Departamento de Economia Rural do Paraná (Deral).
A expectativa
era que o estado produzisse 1 milhão de sacas do produto neste ano. Porém, com
a geada no inverno de 2021, houve uma redução da área em condições de produzir
o grão.
As condições
climáticas, tanto a geada quanto a estiagem, são motivos para o aumento do
preço do café moído para o consumidor final.
O valor do
produto subiu mais de 50% nos últimos doze meses, de acordo com indicadores
nacionais de inflação.
Nas lavouras do
agricultor Roberval Aparecido da Silva, em Londrina, no norte do Paraná, a
plantação não está se desenvolvendo como o esperado, e o agricultor já espera
prejuízos.
“A florada foi
desuniforme. Tem caroço de café já bem adiantado e outro que tá começando a
desenvolver agora. Então eu vou ter problema na colheita. Provavelmente, eu vou
perder o caroço que está mais atrasado", disse o produtor.
A cafeicultura
tem um ciclo bienal, portanto alterna um ano de boa florada com outro de
florada menos intensa.
Para Roberval,
2022 seria um ano com boa florada, mas as perdas em sua propriedade são ainda
maiores que a média prevista para o estado.
"Para mim,
seria ano de safra cheia. Acho que teria, esse ano, talvez 350 sacos. Agora vou
ter só uns 50”, lamentou o produtor.
Apesar das
condições desfavoráveis no Paraná, a expectativa é que o Brasil produza 55,7
milhões de sacas de café em 2022. Esse valor é maior do que as 47,7 milhões de
sacas produzidas no ano passado.
No entanto, a
produção deste ano não deve superar a de 2020, último ano com safra cheia.
Fonte: G1 –
Paraná RPC / Foto: RPC/Reprodução