A produção de caminhões no Brasil
somou 9.463 unidades em janeiro. O volume é 7,5% superior ao registrado no
mesmo período de 2021, quando 8.805 saíram das linhas de montagem. Na
comparação entre janeiro de 2022 e dezembro do ano passado, no entanto, houve
queda de 26,1%. No último mês de 2021, o setor fabricou 12.395 unidades. Os
dados foram divulgados nesta segunda-feira, 7, pela Anfavea, associação que reúne as fabricantes de veículos instaladas
no País.
Segundo o presidente da Anfavea,
Luiz Carlos Moraes, a queda na produção de caminhões está ligada ao avanço das
contaminações pela variante Ômicron do vírus da covid-9. Ou seja, houve um
grande número de afastamentos de profissionais das linhas de produção. Porém,
Moraes afirma que não há registro de paralização total de fábricas.
Taxa de juros preocupa
De
acordo com Moraes, o aumento das taxas de juros pode prejudicar o setor. Neste
início de ano, a Selic foi
fixada em 10,75% pelo Comitê de Política Monetária, o Copom. Assim, deve impactar o custo do Crédito
Direto ao Consumidor (CDC). Atualmente, essa é a linha de crédito mais
utilizada para a compra de caminhões no Brasil.
Por
segmento, a produção de caminhões pesados em janeiro foi de 3.804 unidades. Em
outras palavras, houve alta de 1,5% na comparação com os 3.804 caminhões
fabricados em janeiro de 2021. Já a produção de caminhões semipesados somou
3.035 unidades. Ou seja, houve avanço de 2,7% em relação ao mesmo mês do ano
passado.
Por
sua vez, a produção de caminhões médios foi de 335 unidades. Portanto, houve
queda de 15,4% em relação a janeiro de 2021. Já a produção de 2.144 leves
representa alta de 32,4% no esmo período. Por fim, as montadoras instaladas no
País fabricaram 145 semileves. Nesse caso, o avanço foi de 66,7%.
Fonte: ESTRADÃO