Publicado em: 28/04/2022
As empresas do
setor de transporte rodoviário de cargas vêm encontrando novas
estratégias e saídas para superar os desafios econômicos enfrentados nos
últimos dois anos, e uma delas é a integração para área farmacêutica. Em 2021,
o mercado farmacêutico teve crescimento de 10,8% no faturamento, segundo dados
divulgados pela empresa IQVIA, consultora especializada no canal farma. O
faturamento das farmácias alcançou a marca de R$ 152,1 bilhões, sendo que em
2020 o valor foi de R$ 137,3 bilhões.
Mas para que
esses produtos que estão em alta cheguem até as farmácias e aos consumidores, é
necessário um longo e delicado processo de logística e transporte. As empresas
do setor precisam atuar de forma organizada, mantendo a segurança e a qualidade
dos medicamentos e respeitando uma série de regras para a realização dessa
atividade, das quais a principal é saber se a transportadora obtém o
certificado da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA).
Após completar
25 anos atuando em um dos setores mais importantes do país, que é o
transporte rodoviário de cargas, a ABC Cargas pretende
ampliar seus negócios com o mais novo projeto para clientes da área
farmacêutica.
Para Danilo
Guedes, presidente da empresa, é importante a integração com o que o mercado
proporciona. Além disso, com a evolução da área dos produtos de medicamentos,
investir com esse projeto pode abrir novos caminhos. “Além de aumentar o escopo
de atuação, nosso objetivo é poder ter novos parceiros e aumentar a receita”,
comenta o executivo.
Danilo ainda
explica a importância de sua empresa estar alinhada mediante essas regras. “Com
a certificação da Organização dos Estados Americanos (OEA) e Anvisa, sabemos da
responsabilidade que enfrentaremos, por isso estamos nos capacitando, desde a
diretoria até a operação”.
Existem
diversas outras legislações e boas práticas que precisam ser seguidas pelos
profissionais da área de logística para a garantia da segurança como a
necessidade de um farmacêutico na equipe, gerenciamento de estoque, caminhões
adequados, além de planejamento de rotas e de rastreamento da carga.
Além desses
desafios internos aos quais as empresas precisam se adaptar, para o CEO, os
fatores externos que historicamente o setor já vem enfrentando ainda serão a
“pedra no sapato” para as transportadoras. “Acreditamos que os constantes
aumentos de combustíveis, roubo de cargas e falta de infraestrutura
nas rodovias serão o maior impacto”.
Por fim, o
empresário vê como natural essa competitividade em relação ao inflame de
diversas transportadoras estarem entrando nesse campo. “Quanto a isso, é algo
natural e até saudável do ponto de vista de evolução dos negócios, porém temos
a consciência de que sempre poderemos evoluir e trazer ainda mais segurança e
credibilidade por parte de nossos clientes”, finaliza o executivo.
Fonte: NTC&Logística
/ Foto: divulgação/ABC Cargas