Publicado em: 01/03/2023
Depois de atingir picos históricos na alta dos preços de
fertilizantes desde 2008, o setor comemora a redução de até 70% no valor do
insumo, equalizando a demanda para 2023 com perspectivas de superar o recorde
de produção de 46,4 milhões de toneladas, registrado em 2021.
Diante da perspectiva otimista apresentada pela Associação
Nacional de Difusão de Adubos (Anda) em reunião no Ministério da Agricultura e
Pecuária, o ministro Carlos Fávaro ressalta que o maior beneficiado poderá ser
o consumidor final com alimentos mais baratos nas gôndolas dos supermercados.
No ano passado, houve volatilidade no setor em decorrência
da guerra da Rússia na Ucrânia. “Isso encareceu o preço do fertilizante e,
consequentemente, o custo de produção do alimento, tornando a comida mais cara.
Agora o preço já baixou entre 60% e 70% neste ano, o que significa que a dona
de casa vai poder encontrar o alimento mais barato na gôndola do supermercado”,
explicou o ministro.
Conforme o presidente da Anda, Eduardo Monteiro, os
fertilizantes reduziram, em média, 70% para os nitrogenados e 60% fósforo e
cloreto desde o pico de preços. “Isso é muito importante para a produção de
alimentos, gerando deflação e a gente já observa uma retomada significante, com
a perspectiva de batermos o recorde de 2021”, completou.
Além do impacto no preço final do alimento ao consumidor
brasileiro, os fertilizantes são peça-chave na intensificação da produção
sustentável. “Se nós queremos, através da sustentabilidade – que é a nossa
palavra de ordem – intensificar a produção brasileira com a conversão de
pastagens, sem desmatamento, isso só vai acontecer se tivermos fertilizantes
disponíveis”, ressaltou Fávaro.
Em reunião com o vice-presidente e ministro do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, ficou
definido que o Mapa assumirá a secretaria do Conselho Nacional de Fertilizantes
e Nutrição de Plantas (Confert), responsável pela coordenação e acompanhamento
do Plano Nacional de Fertilizantes (PNF). Assim, a reunião com a ANDA deu
prosseguimento à estruturação do planejamento para que o Brasil seja menos
dependente de importação dos insumos e ofereça segurança aos produtores.
“Descobrimos fragilidades muito grandes do sistema
globalizado e isso nos faz refletir como o Brasil pode enfrentar a deficiência
no suprimento de fertilizantes e se manter no protagonismo da produção de
alimentos”, comentou o ministro da Agricultura e Pecuária.
Fonte: O Presente Rural / Foto: Claudio Naves