Publicado em: 03/10/2022
O empresário e publicitário Carlos Massa Ratinho Júnior (PSD),
41, foi reeleito neste domingo (2), no primeiro turno, como governador do
Paraná para os próximos quatro anos, segundo projeção do Datafolha.
Ao lado do vice, Darci Piana, ele bateu seu principal
adversário, o advogado e jornalista Roberto
Requião (PT), segundo colocado na apuração que ocorre neste domingo (2).
Com 80% das urnas apuradas, o atual governador já estava
matematicamente eleito, com 69,75%, seguido por Requião (PT), com 25,96%,
Gomyde (PDT), com 2,18% e Joni Correia (DC), com 0,84%.
Nascido em Jandaia do Sul (PR) em 19 de abril de 1981, Ratinho
Júnior é formado em marketing e propaganda, tem pós-graduação em
direito de Estado e especialização em administração tributária e reforma fiscal
e sociedade.
Empresário, administrador de empresas e comunicador, é filho
de Solange Martinez Massa e do empresário e apresentador do SBT Carlos Massa, o
Ratinho. É casado com Luciana Saito Massa, com quem tem três filhos: Alana, 18,
Yasmin, 14, e Carlos Roberto Massa Neto, 9.
Ratinho já foi deputado estadual pelo Paraná (2003-2006),
aos 21 anos, e também deputado federal (2007-2015).
Em 2012, foi ao segundo turno da eleição à Prefeitura de
Curitiba, mas não venceu, e em 2014 voltou a conquistar uma cadeira da
Assembleia Legislativa do Paraná, onde ficou até 2018, quando foi eleito
governador já no primeiro turno, assim como agora. Foi o segundo governador mais
jovem do estado, aos 37 anos.
Ratinho fez uma campanha sem muitas ameaças ou críticas aos
adversários, destacando sempre suas ações enquanto governador. Ao longo de seu
mandato, porém, enfrentou polêmicas, como a
implantação de colégios cívico-militares, a mudança no modelo de escolha de
diretores de escolas estaduais, a reestruturação de órgãos ligados à proteção
ambiental e a privatização da Copel Telecom, subsidiária da companhia elétrica
Copel.
Durante a pandemia da Covid-19, pouco se posicionou com
relação aos atos do presidente Jair
Bolsonaro (PL), a quem apoia e de quem recebe apoio nesta eleição.
Em Sabatina na Folha, Ratinho Júnior afirmou que tem
um bom
relacionamento com o presidente e gratidão pelos investimentos feitos
pelo governo federal no estado. Segundo ele, o Paraná foi o estado que mais
recebeu visitas de Bolsonaro durante seu mandato.
Ratinho ficou,
por exemplo, fora de manifestações coletivas de governadores que
cobravam atuação mais firme de Bolsonaro no enfrentamento à crise sanitária.
Em relação à gestão da pandemia, ele disse que seu governo
lidou com a questão sempre baseado na ciência. Para ele, o seu bom
relacionamento com o presidente não significa que os dois tenham os mesmos
pensamentos sobre todos os assuntos.
Com maioria na Assembleia Legislativa, teve poucos incômodos
práticos. Nesta campanha, tentou evitar o clima de "já ganhou",
embora tenha liderado as pesquisas de intenção de voto desde o início da
corrida eleitoral.
PROPOSTAS
Em seus projetos para o governo está transformar o estado em
uma central logística do continente sul-americano.
De acordo com ele, o Paraná está no centro de uma região que
representa 70% do PIB (Produto Interno Bruto) da América do Sul, com
posicionamento estratégico em relação às regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do
país, além de Paraguai e Argentina.
Ratinho Júnior também pretende continuar fornecendo
incentivos fiscais para atrair empresas e investimentos para o estado. Para
ele, a prática gera empregos e atrai empresas que vão atuar como fornecedoras
e, consequentemente, pagar impostos.
Também participaram da disputa no Paraná os candidatos
Ricardo Gomyde (PDT), professora Angela Machado (PSOL), Solange Ferreira (PMN),
Vivi Mota (PCB), Adriano Teixeira (PCO), Joni Correira (DC) e Ivan Bernardo
(PSTU).
Fonte: Folha de São Paulo / Foto: Arnaldo
Alves/ANPr