Publicado em: 17/01/2023
O vice-presidente da República e ministro do
Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin,
disse ontem (16) que a reforma tributária é uma questão central para o Brasil e
deve ser realizada ainda no primeiro ano do novo governo.
“A reforma tributária é central. Ela pode fazer o PIB
[Produto Interno Bruto] crescer, ela pode trazer eficiência econômica,
simplificando a questão tributária e entendo o que é essencial, inclusive para
a indústria”, disse ele, que esteve ontem (16) na sede da Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na capital paulista, onde participou
de uma reunião com a diretoria da instituição.
Alckmin também disse que o governo pretende acabar com o
Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), imposto federal que incide sobre
produtos nacionais e importados que passaram por algum processo de
industrialização (beneficiamento, transformação, montagem, acondicionamento ou
restauração).
Desde julho do ano passado, um decreto garantiu a redução de
35% na alíquota do IPI sobre os itens fabricados no Brasil. O governo Lula
decidiu manter essa redução por enquanto, mas a meta é acabar com o tributo.
“A próxima meta é acabar com o IPI, e para acabar com o IPI
é a reforma tributária. Tudo o que é PEC [Proposta de Emenda à Constituição],
que demanda mudança constitucional, três quintos [dos votos], duas votações,
tem que ser rápido. Tem que fazer no primeiro ano, aproveitar o embalo, a
legitimidade do processo eleitoral, e avançar o máximo”, disse Alckmin.
Durante a reunião, o vice-presidente também pediu apoio dos
empresários para desburocratizar a economia. “Peço a vocês que nos mandem
todas as propostas para desburocratizar”, falou ele.
Antes da fala de Alckmin, o presidente da Fiesp, Josué Gomes,
reclamou da alta carga tributária do país e falou sobre a necessidade de se
reindustrializar o Brasil.
“Se reindustrializarmos o Brasil, promoveremos o crescimento
econômico a taxas elevadas que o Brasil precisa para resolver, inclusive e
principalmente, os problemas sociais que são tão graves”, disse ele.
O presidente da Fiesp comentou a necessidade de se discutir
e aperfeiçoar a reforma trabalhista, desde que “não tenhamos retrocessos”.
Fonte: NTC&Logística / Foto: Reuters/Ettore
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