Publicado em: 27/07/2022
O ex-vereador, ex-presidente da Câmara Municipal,
ex-vice-prefeito, ex-prefeito e pré-candidato a deputado estadual Lúcio de
Marchi destaca haver comemorado muito o anúncio do governador Carlos Massa
Ratinho Júnior da pavimentação da rodovia que liga a localidade de Bragantina,
na rodovia PR-239, entre Toledo e Assis Chateaubriand, e a rodovia PR-182,
entre Toledo e Palotina, pela importância da obra para a economia de toda a
Região Oeste do Paraná.
Em entrevista exclusiva à Gazeta de Toledo, Lúcio citou os benefícios
diretos para empreendimentos e instituições do Parque Científico e Tecnológico
de Biociências (Biopark), da Prati-Donaduzzi, na PR-182, um dos maiores do
País, e o novo frigorífico de suínos da Cooperativa Central Frimesa, em
implantação nas margens da PR-239, em Assis Chateaubriand. Será o maior da
América Latina, com investimentos de 3,2 bilhões na estrutura de 148 mil m2 e
na cadeia produtiva, geração de 8,5 mil empregos e capacidade de abater 15 mil
animais por dia em 10 anos, beneficiando criadores de todo o Oeste do Paraná.
“Foi muito bom ouvir o governador Ratinho Júnior confirmar a execução da
obra, mas não podemos esquecer que ela era citada e aguardada há 40 anos. Na
realidade, a pavimentação já havia sido contemplada lá atrás, mas como acontece
nas prefeituras, quando se faz licitação pública e faltam recursos para sua
execução, a obra acaba sendo adiada. Felizmente parece que agora a obra vai
sair do papel, pois há realmente a necessidade de fazer nova ligação ao grande
frigorífico que está em implantação em Assis Chateaubriand e ampliar o
escoamento da produção industrial e o acesso de estudantes do Biopark”,
ressaltou Lúcio.
Com relação às novas concessões de rodovias federais e estaduais do
Paraná, o ex-prefeito afirmou não ser contra a cobrança de pedágio de usuários
pelas empresas vencedoras, para a manutenção e duplicação das estradas,
permitindo que recursos públicos sejam direcionados para saúde, educação e
segurança, por exemplo, mas desde que seja uma taxa justa, como acontece em
Santa Catarina, onde fica em quatro reais. Na BR-467, entre Toledo e Cascavel,
se for realmente implantada praça de pedágio, a taxa teria de ser menor ainda,
pois o trecho já está duplicado e bastará apenas a manutenção da pavimentação.
RECURSOS DO IPVA

“Somos a favor de que recursos do Imposto de Propriedade de
Veículos Automotores (IPVA), na parcela que cabe ao Estado, sejam destinados a
outras finalidades, beneficiando a população que não possui veículos próprios.
São questões que precisam ser melhor analisadas e debatidas pelos deputados
estaduais, pois suas funções são legislar, fiscalizar os serviços públicos e
propor investimentos nas cidades e regiões que representam, sendo verdadeiros
porta-vozes dos municípios, estando sempre à sua disposição. É essa história de
deputados estaduais que conhecemos bem, desde o saudoso ex-prefeito Egon Pudel,
tendo prosseguimento nos mandatos dos também ex-prefeitos Duílio Genari e José
Carlos Schiavinato, este de saudosa memória. Como ex-prefeitos eles sabiam
muito bem o que os municípios precisavam e esperavam de seus representantes na
Assembleia Legislativa e jamais decepcionaram a sua gente”, destacou Lúcio.
“Conscientes dessa realidade, temos a satisfação de estarmos juntos com
esse guerreiro como é o ex-deputado federal Dilceu Sperafico, que atendendo aos
apelos de lideranças e da população de toda a região, é novamente pré-candidato
à Câmara dos Deputados, enquanto nós buscaremos resgatar a representatividade e
buscar obras e recursos estaduais para Toledo municípios vizinhos, como
pré-candidato à uma vaga na Assembleia Legislativa. Nosso objetivo é
representar os anseios da população de Toledo e do Oeste do Paraná onde estão
pessoas que nos conhecem e também a nossa família, que é do interior e por isso
sabemos muito bem das dificuldades da cidade e do campo”, afirmou.
Segundo Lúcio, conhece muito bem a questão de logística ou do transporte,
não apenas rodoviário, tanto para o escoamento da produção agroindustrial,
acesso a insumos e movimentação das pessoas, e uma das demonstrações de sua
consciência dessa necessidade esteve na iniciativa de ainda como prefeito,
buscar e conseguir a inclusão de Toledo no Plano Aeroviário Nacional, o que
permitiu a retomada de linhas áreas para a capital do Estado e cidades
importantes de São Paulo.
“Sabendo da importância do transporte aéreo para o setor agroindustrial e
comercial e as instituições de ensino superior e pesquisa, buscamos o apoio do
Governo do Estado para o município superar situação muito complicada para obter
inclusão no Plano Aeroviário. O Estado nos cedeu técnicos para viabilizar o
empreendimento, que nos orientaram a fazer o recapeamento da pista e atender
outras 47 exigências da Agência Nacional da Aviação Civil (Anac), nos
permitindo retomar o transporte aéreo e facilitar o acesso ao restante do
planeta, pelo que temos muito de agradecer”, acrescentou Lúcio.
SEGUNDA PISTA DO AEROPORTO

O novo desafio no transporte aéreo de Toledo, segundo o
ex-prefeito, é aproveitar a segunda melhor condição geográfica e climática do
País para sediar um aeroporto, construindo uma segunda e maior pista de pouso e
decolagem de aeronaves de maior porte, atendendo as necessidades dos segmentos
produtivos, tecnológicos e culturais da cidade e região. Na sua opinião, se não
há espaço para essa obra junto a atual pista, nas margens da PR-182, há a
alternativa da extensão da Avenida Rio Grande do Sul no sentido Norte, em
direção ao Biopark, que pode servir de acesso à segunda pista do Aeroporto
Municipal Luiz Dalcanale Filho.
O local, segundo Lúcio, também conta com os ventos predominantes na região
favoráveis às operações de aeronaves, inclusive de maior porte e de carga,
bastando para isso negociação com a Colonizadora Maripá, que fundou Toledo e
ajudou muito o município com a sessão de uso da área do atual aeroporto. Hoje
para melhorar e ampliar o transporte aéreo, é fundamental uma segunda e maior
pista, pois a cidade necessita de aeródromo nos moldes dos de Cascavel,
Londrina e Maringá, com estrutura para o melhor atendimento de passageiros e a
viabilização do transporte de cargas para todo o território brasileiro e até
outros países.
“Como Toledo e região são os maiores produtores estaduais de alimentos,
desde grãos até proteínas animais, precisamos ampliar as possibilidades de
escoar produção agroindustrial para os maiores centros consumidores do País e
exportar ainda mais para outros países, mas para isso também necessitamos
resgatar a representatividade parlamentar e através de representantes
competentes, experientes e preparados para suas funções, buscar as melhorias
necessárias na questão de logística. Tanto no transporte aéreo, rodoviário e
ferroviário. Precisamos levar nossa produção de alimentos para todo o Estado e
País, utilizando meios de transportes mais baratos, beneficiando produtores e
consumidores, através da redução de custos do escoamento da produção e
abastecimento de insumos”, declarou Lúcio.
No caso do transporte ferroviário, segundo ele, é preciso comemorar o
anúncio da construção de ramais da Ferroeste até Maracaju, no Mato Grosso do
Sul, além de Foz do Iguaçu e de Guarapuava ao Porto de Paranaguá, facilitando o
escoamento da produção agropecuária do Paraná e Centro-Oeste do País, para os
países importadores. O ramal de Maracaju até Cascavel, conforme o ex-prefeito,
vai também beneficiar as grandes agroindústrias de Toledo e região, que
necessitam de grãos do Centro-Oeste para fabricação de rações para suínos,
frangos, gado leiteiro e peixes. Para isso, no entanto, será indispensável
terminal de transbordo em Toledo, pois o município e região necessitam de
portal para receber grãos e exportar alimentos para o mundo inteiro, com
benefícios para agricultores, trabalhadores do campo e das cidades e
consumidores.
PORTAL DA FERROESTE

“Por questões econômicas e sociais, Toledo e região,
especialmente Palotina, Marechal Cândido Rondon e Assis Chateaubriand,
necessitam do terminal para garantir o funcionamento e expansão de grandes
frigoríficos e outras indústrias, como as da BRF e diversas cooperativas, com
ampliação da exportação de alimentos, geração de empregos, tributos e novas
oportunidades de negócios e desenvolvimento econômico e social, no campo e nas
cidades. Com os grãos adquiridos do Mato Grosso e os alimentos exportados
através do Porto de Paranaguá deixando de serem movimentados em caminhões, com
elevados custos de combustíveis e manutenção dos veículos, para serem
transladados por ferrovias, todos sairão ganhando, incluindo o novo frigorífico
da Frimesa que está sendo implantado em Assis Chateaubriand e será o maior da
América Latina”, prosseguiu o ex-prefeito.
Com relação ao transporte rodoviário, Lúcio também destacou o programa
pioneiro de asfalto rural de Toledo, iniciado na gestão do ex-prefeito Derli
Antônio Donin e que já pavimentou mais de 400 quilômetros de estradas vicinais,
ligando distritos e comunidades à sede do município e beneficiando o escoamento
da produção agropecuária e o acesso da população ao comércio e serviços da
cidade. “Assim como aconteceu com pavimentação de vias urbanas, o asfalto rural
começou com parcerias com agricultores e empresas agropecuárias e seus
resultados foram tão bons que que a iniciativa precisa ser levada à toda a
região”, argumentou Lúcio.
Na cidade, segundo ele, a parceria com moradores para a pavimentação dos
bairros começou em 1996 e o mesmo êxito aconteceu com o asfalto rural, que
passou a receber recursos de emendas do ex-deputado federal Dilceu Sperafico,
após conseguir do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), a
aplicação dos recursos nesse projeto, pois representa grande avanço para o
transporte de alimentos. Especialmente hortifrutigranjeiros e leite, que
precisam ser entregues ao comércio da cidade com qualquer tempo, além de
suínos, frangos, ovos e grãos, bem como a movimentação dos agricultores e
familiares, inclusive para a busca de atendimento médico e frequência em
universidades na cidade.
“Até 1996 o prefeito assumia a prefeitura e para pavimentar ruas e
construir galerias de águas pluviais, executava programas de urbanização,
utilizando recursos públicos e depois cobrando taxas de melhoria dos
proprietários dos imóveis beneficiados. Com a criação das parcerias e a
obtenção de recursos estaduais e federais para programas de mobilidade urbana,
deixamos de penalizar a população, até porque os moradores dos bairros são
pessoas de menor renda. Graças à essa iniciativa, hoje temos no interior 400
quilômetros de asfalto e na cidade não há mais nenhuma rua sem pavimentação”,
festejou o ex-prefeito.
Fonte: Gazeta de Toledo / Fotos: divulgação/Gazeta de Toledo