Publicado em: 28/04/2023
O ministro Fernando Haddad (Fazenda) afirmou nesta quinta-feira
(27) que o país terá problemas fiscais se a atividade econômica brasileira
continuar desacelerando, reiterando a necessidade de harmonização das políticas
monetária e fiscal para o crescimento sustentável do país.
"Não
vejo as políticas fiscal, monetária e prudencial separadas umas das outras.
Elas fazem parte da mesma engrenagem", afirmou, em sessão de debate no Senado Federal. "Se a economia
continuar desacelerando, por razões ligadas à política monetária, nós vamos ter
problemas fiscais, porque a arrecadação vai ser impactada. Não tem como
dissociar o monetário do fiscal."
"Precisamos
compreender que essa harmonização é absolutamente imprescindível para a gente,
a partir do ano que vem, crescer com robustez, com segurança e permitir que
esse crescimento faça as adequações necessárias desse enorme conflito que
precisa ser superado com prudência, seriedade e transparência",
acrescentou.
O presidente
do Banco Central, Roberto Campos Neto, e a ministra Simone Tebet (Planejamento) também lideraram a
discussão sobre juros, inflação e crescimento econômico –iniciativa sugerida
pelo presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG).
Aos
senadores, Haddad voltou a defender a abertura da "caixa-preta" de
benefícios fiscais e celebrou o resultado de julgamento bilionário que discutia
a possibilidade de empresas usarem benefícios fiscais de ICMS para reduzir a base de incidência de
dois tributos federais (no caso, IRPJ e CSLL).
"Há que
se falar em corte de gastos? Na nossa opinião, sim. Sobretudo o gasto
tributário. Ontem nós tivemos uma vitória importante no
STJ, por
unanimidade", disse.
Fonte: Folha de São Paulo/ Foto: Reprodução