Publicado em: 09/03/2023
A Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep),
publicou nesta quarta-feira (8) uma nota com relação ao bloqueio da BR-277,
sentido Litoral, causado pelo aparecimento de rachaduras no asfalto no km 33,5
da rodovia na terça-feira (7). A federação chama a atenção para o momento, de
escoamento da safra, e de perdas para o setor. Veja a nota na íntegra, assinada
por Ágide Meneguette, presidente do Sistema FAEP/SENAR-PR:
“A interdição da rodovia BR-277 vai gerar prejuízos
incalculáveis ao setor agropecuário do Paraná. O bloqueio da rodovia já provoca
impactos significativos no escoamento da safra de soja, em um momento em que o
Estado tem perspectivas de bater um recorde de produção. A fila de caminhões,
que não conseguem chegar ao Porto de Paranaguá, gera demurrage – taxa de
estadia dos navios por período que permanecem atracados, aguardando a chegada
das cargas. Esse dinheiro sai do bolso do produtor rural. Já temos notícias de
cooperativas e traders que têm optado a escoar sua produção pelos portos de
Santos, em São Paulo, e de São Francisco, em Santa Catarina, ainda que com
frete mais caro.
Esse cenário é inconcebível. Desde 2016, a Federação da
Agricultura do Estado do Paraná (FAEP), juntamente com outras entidades que
representam o setor produtivo, vinha alertando o governo do Estado sobre as
necessidades de antecipar a licitação das rodovias do Anel de Integração, cujas
concessões venceram em novembro de 2021.
Com o fim das concessões, as rodovias paranaenses ficaram
sem manutenção e sem serviços de monitoramento geológico ao longo de toda a
malha. Com isso, entre o fim de 2022 e o início de 2023, já assistimos a outros
incidentes que culminaram com bloqueios na BR-277, na BR-376 e na Estrada da
Graciosa. Uma análise técnica contratada pela FAEP tinha apontado que todos
esses episódios poderiam ter sido evitados e/ou minimizados se houvesse a
continuidade do serviço de monitoramento geológico que era feito pelas
concessionárias. Ou seja, tratava-se de um caos anunciado.
A inabilidade política do governo do Paraná está custando
caro à sociedade. As diferenças políticas deveriam ter se encerrado nas
eleições. É urgente que Estado e governo federal se definam quanto a nova
modelagem do pedágio. Essa situação não pode se estender e penalizar o povo
paranaense ainda mais”.
Fonte: Bem Paraná / Foto: Franklin de Freitas