Publicado em: 18/11/2022
O Paraná fechou o terceiro trimestre de 2022 com a menor
taxa de desemprego dos últimos oito anos, 5,3%, mais de três pontos percentuais
abaixo da média nacional, que ficou em 8,7%. É o sexto melhor resultado do
Brasil. Os dados são do relatório trimestral da Pesquisa Nacional por Amostra
de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e
Estatística (IBGE), divulgada nesta quinta-feira (17).
Esse é o nono registro consecutivo de queda do desemprego no
Paraná, que iniciou a recuperação do impacto da pandemia do Covid-19 ainda em
2020. Já em 2021, o Estado fechou o ano com 7% de taxa de desocupação, caindo
para 6,8% no final do primeiro trimestre de 2022, e 6,1% no segundo trimestre.
As menores taxas da série histórica são dos últimos trimestres de 2013 e 2014,
de 3,8%.
O número de pessoas ocupadas no Paraná cresceu de 5,790
milhões no segundo trimestre de 2022 para 5,932 milhões no terceiro trimestre,
representando aumento relativo de 2,45%. É o maior crescimento entre os estados
do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Norte do País.
“Estamos vivendo o que alguns economistas chamam de pleno
emprego, estamos abaixo dos 6%, o significa que temos mais vagas de emprego do
que gente para trabalhar. Essa era uma das metas para o nosso primeiro mandato
e alcançamos neste fim de ano, recuperando os índices do começo da década
passada”, destacou o governador Carlos Massa Ratinho Junior.
“Essa é a força da nossa economia, um estado que trabalha
unido e em paz para chegar a esses objetivos. Ontem alcançamos o maior PIB da
nossa história e passamos a ser a quarta maior economia do Brasil, resultado da
colaboração do poder público com toda a sociedade paranaense”, completou o
governador.
ANÁLISE NACIONAL – Segundo o IBGE, o Paraná tem a
sexta menor taxa de desemprego, ficando atrás apenas estados com populações
consideravelmente menores: Mato Grosso do Sul (5,1%), Roraima (4,9%), Rondônia
(3,9%), e Mato Grosso e Santa Catarina (ambos com 3,8%).
A taxa de desocupação do País foi de 8,7%, recuando 0,6
ponto percentual (p.p.) ante o segundo trimestre de 2022 (9,3%) e caindo 3,9
p.p. frente ao mesmo trimestre de 2021 (12,6%). Houve queda da taxa de
desocupação em todas as regiões na comparação com o trimestre anterior. O Nordeste
permaneceu com a maior taxa (12%), e o Sul, com a menor (5,2%).
O relatório também indica que o Paraná tem a quarta melhor
taxa de empregados com carteira assinada, com 80,1%, atrás apenas de São Paulo
(81,2%), Rio Grande do Sul (81,3%) e Santa Catarina (88,4%). A média nacional é
de 73,3%.
“A continuidade da expansão do mercado de trabalho
paranaense deriva, entre outros fatores, do êxito das ações oficiais para a
promoção do desenvolvimento econômico, assegurando a melhoria do bem estar da
população”, acrescentou o diretor-presidente do Ipardes, Marcelo Curado.
CAGED – O Paraná já gerou 136.816 novos postos de
trabalho formais entre janeiro e setembro deste ano, o quarto melhor resultado
do País, segundo outro indicador, o Cadastro Geral de de Empregados e
Desempregados (Caged), do Ministério do Trabalho e Previdência.
Em 2022, o Paraná ficou atrás apenas de São Paulo (595.984),
Minas Gerais (211.986) e do Rio de Janeiro (168.345) no número de vagas
criadas. Na comparação com os outros estados da região Sul, o Paraná registrou
cerca de 18 mil vagas a mais do que Santa Catarina (118.031) e 34 mil postos à
frente do Rio Grande do Sul (102.521).
“Nós temos a maior rede Sine (Sistema Nacional de Emprego)
do Brasil, o Cartão Futuro que é o maior programa de primeiro emprego do país,
e uma série de parcerias com o setor produtivo para a qualificação profissional
dos paranaenses como as Carretas do Conhecimento, o Recomeça Paraná e o
Qualifica Paraná”, destacou Rogério Carboni, secretário da Justiça, Família e
Trabalho (Sejuf). “São ações que estão ajudando o Paraná a alcançar cada vez
mais o pleno emprego”.
PIB – Os bons dados da economia se somam ao resultado
do Produto Interno Bruto de 2020. Ele totalizou R$ 487,93 bilhões naquele ano e
o Estado alcançou o patamar de quarta maior
economia do País, ultrapassando o Rio Grande do Sul. É apenas a segunda
vez na história que o Paraná chega a esse posto (a última foi em 2013).
Fonte: Portal Rondon / Foto: José Fernando
Ogura/Arquivo AEN