Publicado em: 12/05/2023
O excesso de
informações gerado pela operação logística sempre foi um dos principais
problemas enfrentados pelo setor. Todo o processo entre o recebimento da
mercadoria, armazenagem, movimentação interna, separação das cargas, expedição,
transporte até que o produto chegue, efetivamente, no lar do consumidor,
exigiam anteriormente muita força humana de trabalho, com diversas planilhas de
controle, mapeamento de galpões, incontáveis inventários, declarações, notas
fiscais e outros elementos que, mesmo com todo o cuidado possível, ocasionavam
erros bastante expressivos, que refletiam diretamente na experiência do
consumidor.
Recentemente,
representantes do varejo da região Norte do Brasil se queixaram sobre as
dificuldades logísticas enfrentadas pela região, segundo eles, em decorrência,
principalmente, da falta de emprego de tecnologia que permita o controle de
mercadorias, dentro e fora dos galpões de armazenagem, monitoramento das
entregas e roteiros traçados de maneira automatizada.
Assim como
em todas as demais áreas, o ambiente da indústria também está cada dia mais
digitalizado, demandando muito mais investimentos em alta conectividade,
inovações tecnológicas e transformação digital.
“A chamada
quarta revolução industrial trouxe diversos benefícios, que também
beneficiaram, e muito, o setor logístico. Esse ‘empurrão’ tecnológico ao qual
fomos submetidos, principalmente a partir da pandemia, ajudaram a resolver
muitas das principais dificuldades que tínhamos no segmento logístico, sejam
distribuidores, transportadoras, operadores logísticos e tudo mais o que se
inclui em nosso segmento” aponta Jazeel Santos, diretor da In-Haus, operadora
de intralogística.
Para o
especialista, a aplicação prática da tecnologia no setor de logística não
beneficia apenas o consumidor final, mas principalmente as próprias empresas
logísticas, afinal, de acordo com Jazeel, o uso combinado de diferentes
tecnologias que possibilitem, entre outras coisas, rápida e precisa
visibilidade de dados e gerenciamento das atividades, pode gerar uma economia
bastante expressiva à empresa, que consegue aumentar sua produtividade
reduzindo custos, eliminando a pessoalidade dos processos e melhorando a
performance de toda a operação, reduzindo, inclusive, os erros humanos.
Uma recente
pesquisa publicada pela Transparency Market Research (TMR) demonstra que a
expectativa é que, em 2023, mais de 92 bilhões de toneladas de mercadorias
circulem ao redor do mundo, o que pode tornar mais essencial ainda a
necessidade da implantação de tecnologias no setor.
“Além de
toda a inovação tecnológica que empregamos na In-Haus, somos também atentos à
outra tendência global que é a chamada ‘eco-logística’. A preservação do meio
ambiente se tornou algo tão essencial quanto as nossas próprias operações em
si. Por isso, a redução dos impactos ambientais, desde o armazenamento até o
transporte, são preocupações muito latentes para nós”, pontua Jazeel Santos, em
referência aos dados da mesma pesquisa da TMR, que prevê uma preocupação cada vez
maior com os impactos ambientais da atividade logística no mundo.
Fonte:
Mercado e Consumo/ Foto: Shutterstock