Publicado em: 15/12/2022
Há exatos 60 dias, quem se desloca pela BR-277, ligação
entre Curitiba e o litoral do Paraná, precisa ter muita paciência. A rodovia,
que chegou a ser totalmente bloqueada após quedas de barreiras, está atualmente
com fluxo parcial. Nesta quarta-feira (14), a Federação das Empresas de
Transporte de Cargas do Estado do Paraná (Fetranspar) cobrou agilidade do
Governo Estadual e órgãos competentes para liberação total da pista.
O primeiro bloqueio na BR-277 aconteceu no dia 14 de outubro, depois que uma grande
encosta caiu na Serra do Mar, na altura do km 42. Depois, houve outra situação no dia 29 de novembro, que chegou a
interditar totalmente a rodovia, que atualmente está em pista simples.
Para a Fetranspar, entidade que representa mais de 20 mil
empresas em todo o Paraná, os sedimentos que estão na rodovia, interditando-a
parcialmente, são apenas a ponta do problema que não parece ter uma solução tão
próxima.
“É necessário tratar o assunto com prioridade. O jogo de
empurra entre órgãos responsáveis pela estrada e o próprio Governo Estadual é o
que mais atrapalha. A rodovia já poderia estar em vias de liberação se esforços
fossem somados”, analisa o coronel Sérgio Malucelli, presidente da Fetranspar.
O coronel esteve no local do deslizamento no começo desta
semana. Ele contou ter visto ainda um cenário desolador, mesmo depois de oito
semanas do ocorrido.
“Ao que tudo indica, teremos movimentação recorde no Porto
em 2023, com a chegada da safra de grãos no primeiro trimestre. A temporada de
Verão bate a porta e certamente as chuvas da estação mais quente do ano não
darão trégua. Temos um cenário bastante tenso para os próximos meses”, comenta
o coronel Sérgio Malucelli, presidente da Fetranspar.
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Foto: Rodrigo Felix Leal/SEIL.
Segundo a Fetranspar, diariamente chegam relatos de
transportadores que contam como está sendo viver esse período. A principal
queixa está relacionada ao tempo de viagem entre Curitiba e litoral do Paraná,
que aumentou em pelo menos 3 horas para quem desce com a carga e em média 4h
para quem sobe para Curitiba.
“Tempo é algo precioso no setor de transportes. Cargas que
demoram a chegar ao destino são sinônimo de prejuízos”, diz o coronel Sérgio
Malucelli, presidente da Fetranspar.
Segundo a Federação, o frete já sofreu reajuste médio de 20%
devido a essa interdição. Malucelli destaca que, embora a BR-277 seja uma
rodovia de responsabilidade hoje do Governo Federal, é preciso tratar a questão
da interdição como algo interno.
“É preciso que o governo estadual sente com os órgãos
competentes e estude medidas plausíveis em conjunto, inclusive abrindo mão de
recursos do Estado para solucionar o problema. Não se pode simplesmente delegar
o fato para um órgão. É preciso trabalhar unido e fazer o impossível acontecer.
Afinal, grande parte da economia do Estado passa por esse trecho de estrada,
quanto mais tempo interditada, mais prejuízos a todos os paranaenses”, analisa
o coronel Sérgio Malucelli, presidente da Fetranspar.
O presidente da Fetranspar alerta ainda que é iminente que
comerciantes do litoral do Paraná comecem a sentir no bolso os reflexos deste
problema.
“É claro que grande parte das famílias vão preferir outros
destinos em vez de se aventurar em passar pela BR-277 rumo ao litoral neste
verão. E isso é sinônimo de prejuízo para os comerciantes. Ainda há tempo do
Governo Estadual executar plano emergencial, se isso não ocorrer, lá na frente
não adianta culpar o clima ou as chuvas pelos prejuízos. Ainda dá para reverter
o jogo e estancar essa sangria”, desabafa o coronel Sérgio Malucelli,
presidente da Fetranspar.
Fonte: Portal do Trânsito / Foto: Rodrigo Felix Leal/SEIL.