Publicado em: 18/02/2022
O transporte
rodoviário de produtos do agronegócio está cada vez mais digitalizado, e isso é
perceptível a partir dos dados da FreteBras, plataforma que atua na América do
Sul. De acordo com levantamento feito pela empresa, o volume de cargas
movimentadas pelo setor no Brasil cresceu 46,9% em 2021 na comparação com o ano
anterior.
Esses fretes
movimentaram R$ 23 bilhões pagos aos motoristas e representaram 36,6% das
cargas totais. No total, os 8 milhões de fretes contratados pela plataforma
movimentaram R$ 63 bilhões no ano passado.
O retrato do
mês de janeiro mostra que a normalização do ritmo da colheita de soja, depois
do atraso do ano passado, também altera o fluxo do transporte rodoviário. O
volume transportado pelo agro na plataforma no mês passado cresceu 47% e
representou 38% do total, ante 30% um ano antes.
Sabemos que o
agronegócio é uma das principais forças do Brasil. O volume de fretes acompanha
essa representatividade do setor para a nossa economia e o fato de as safras
baterem recorde atrás de recorde”, afirmou Bruno Hacad, diretor de operações da
FreteBras, ao Valor.
Apesar do
crescimento em 2021, Hacad ressalta que o valor médio dos fretes permaneceu
estável na comparação com 2020, o que tem castigado a remuneração dos motoristas.
“O diesel, que subiu 48% no ano passado, representava entre 40% e 45% do custo
do caminhoneiro. Atualmente, representa 60%.”
No decorrer de
2021, os Estados que concentraram a maior parte das viagens para atender o
setor foram São Paulo (15% do total), Rio Grande do Sul (14,7%), Paraná (13,5%)
e Minas Gerais (10,6%). Os produtos mais transportados foram fertilizantes
(31,5%), milho (10,9%) e soja (9,2%), seguidos por trigo (3,5%) e açúcar
(3,4%).
“O fato de
transportarmos mais fertilizantes está atrelado provavelmente à matriz da
plataforma, que favorece grandes distâncias. Na ponta dos grãos, fazemos muito
a last mille, depois que a soja e milho já passaram pelas ferrovias”, comentou
Hacad.
Outra questão é
que há mais empresas cadastradas na FreteBras que são do Sul e do Sudeste, e
muitas delas são de menor porte e não têm frota própria.
Movimentação
nos portos
O relatório da
empresa também analisou a movimentação dos fretes nos portos de Paranaguá (PR),
Rio Grande (RS) e Santos (SP) - que, juntos, representam cerca de um quarto de
toda a carga que entra e sai do Brasil.
No ano passado,
Paranaguá foi um dos principais pontos de origem para a importação de adubos e
fertilizantes. O levantamento revela que
Fonte: Valor –
Agronegócios